Incêndios

Bruxelas propõe ajuda de 50,6 milhões de euros a Portugal

A comissária europeia da Solidariedade espera que a verba para ajudar à recuperação das regiões afetadas pelos incêndios em Portugal, possa ser entregue a partir do próximo mês de maio.

Numa curta declaração, em Bruxelas, a comissária Corina Cretu disse não ter ficado indiferente, declarando-se até chocada com o sucedido no centro do país.

"Visitei a região centro, no final do ano passado e fiquei completamente chocada, pela extensão dos estragos. Vi imensa dor depois da tragédia que reclamou tantas vidas", confessou a comissária, após anunciar o montante.

"50 milhões e seiscentos mil euros para ajudar os esforços portugueses para a recuperação dos incêndios devastadores do ano passado", anunciou a comissária, referindo-se à parcela, do total de 100 milhões que serão distribuídos por França, Grécia e Espanha, que também foram atingidas por catástrofes no ano passado.

"3,2 milhões de euros para Espanha, onde a região da Galiza também foi afetada pelos incêndios florestais, quase 49 milhões de euros para ajudar [as regiões ultraperiféricas francesas de] São Martinho e Guadalupe, para recuperarem depois dos furacões Irma e Maria. Finalmente, 1,3 milhões de euros para a ilha Grega de Lesbos, atingida por um poderoso tremor de terra de 6,3 [graus] na escala de Richter e réplicas", anunciou a comissária.

O dinheiro do Fundo de Solidariedade da UE pode ser utilizado para apoiar os esforços de reconstrução e cobrir parte dos custos dos serviços de emergência, alojamento temporário, operações de limpeza e proteção de locais classificados como património cultural, aliviando o encargo financeiro suportado pelas autoridades nacionais.

Portugal tinha calculado em 1500 milhões de euros, o montante dos estragos, causados pelos incêndios do ano passado. Em novembro, a comissão anunciou um primeiro montante de ajuda de 1,5 milhões de euros, provenientes do fundo de coesão, para fazer face aos incêndios de junho, aos quais junta agora um montante de 49,1 milhões do fundo de solidariedade, somando 50,6 milhões de euros.

A comissária espera que, "após luz verde do Conselho Europeu, a verba possa começar a ser libertada, a partir do mês de maio".

Até hoje o fundo de solidariedade foi ativado 70 vezes, para financiar as despesas provocadas por grandes catástrofes naturais em 24 países. Portugal já pediu a intervenção do fundo de solidariedade por três vezes, por desastres naturais, no arquipélago da Madeira. Sendo esta a quarta vez que vê aprovada a ajuda de Bruxelas.

  COMENTÁRIOS