INEM: Força Aérea atrasou-se na saída para as buscas porque helicóptero tinha avaria

Porta-voz da Força Aérea confirma avaria no aparelho que só saiu uma hora depois de ter sido ativado.

A Força Aérea atrasou-se uma hora a sair da base militar do Montijo porque foi detetada uma avaria num dos motores do helicóptero EH-101. A informação foi avançada pelo Observador , que cita fonte da Força Aérea.

"Foi um problema detetado durante o processo de preparação do voo e o avião não podia operar como estava", explicou ao jornal o tenente-coronel Manuel Costa.

A avaria só foi detetada quando a tripulação já estava a bordo do aparelho e levou à substituição do helicóptero, o que demorou uma hora.

Contacto pelo Observador, o ministro da Defesa, João Gomes, mantém as declarações que fez durante a manhã desta quarta-feira quando disse que a Força Aérea esteve impecável na operação de busca do helicóptero do INEM, que se despenhou em Valongo.

Ao início da tarde, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes Aéreos e Ferroviários (GPIAAF) divulgou uma nota sobre o acidente, escrevendo que ainda não foi possível confirmar se estavam ou não ligadas as luzes que deviam sinalizar a torre de rádio em que embateu, no sábado, a aeronave do INEM.

A nota acrescenta ainda que "a violência do impacto associada à posição invertida da aeronave no momento do choque com o solo, não deixaram espaço útil de sobrevivência para os ocupantes. Adicionalmente, as forças de desaceleração excederam largamente as tolerâncias humanas, sendo o acidente classificado como de impacto sem probabilidade de sobrevivência".

A investigação ao acidente por parte do GPIAAF e o inquérito às falhas no socorro vão prosseguir. Esta quarta-feira, o primeiro-ministro que solicitou ao Conselho Superior da Magistratura a abertura de um inquérito único para apurar responsabilidades nas falhas durante a operação desencadeada pelas autoridades.

O acidente provocou a morte aos quatro tripulantes que seguiam a bordo do helicóptero do INEM, que só foi localizado seis horas depois do primeiro alerta.

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