Incêndios

Marcelo considera prudente decisão de prolongar período crítico

O Chefe de Estado referiu as condições meteorológicas diferentes das habituais para esta altura do ano.

O Presidente da República considerou prudente a decisão do Governo de prolongar até 23 de novembro o período crítico de incêndios durante o qual é proibido fazer fogueiras, queimadas e lançar foguetes.

"Eu penso que tudo o que o Governo decidiu nessa matéria, tendo em atenção as temperaturas elevadas, numa situação patológica para esta época, mas que é aquela que vivemos, parece prudente", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, à saída de uma cerimónia na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Almada.

O chefe de Estado referiu que Portugal tem tido condições meteorológicas diferentes das habituais, que ninguém imaginaria estas temperaturas no final de novembro, e reiterou: "Acho que é prudente esse tipo de decisão do Governo".

O Presidente da República foi também questionado sobre a morte de uma pessoa, esta sexta-feira, na sequência de um incêndio florestal que deflagrou no concelho de Mangualde ao início da tarde, e apresentou as suas condolências aos familiares, mas não se quis pronunciar sobre um caso isolado, sem dispor de mais dados.

O Governo decidiu, através de um despacho do secretário de Estado das Florestas, prolongar novamente, até 23 de novembro, o período crítico de incêndios, "após nova avaliação das condições meteorológicas" e tendo em conta "a provável ausência de precipitação significativa".

O despacho publicado em Diário da República refere que nesta circunstância se mantêm os "índices de perigo de incêndio em valores superiores aos típicos para a presente altura do ano".

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