Sociedade

Autarca de Tondela diz a Marcelo que Associação cumpria licenciamentos

O Presidente da República agradeceu ainda a todas as "instituições intervenientes" no incêndio em Vila Nova da Rainha e que fez oito mortos e, pelo menos, 38 feridos.

Logo que chegou a Vila Nova da Rainha, no concelho de Tondela, distrito de Viseu, Marcelo Rebelo de Sousa falou com o presidente da Câmara, José António Jesus, e com o comandante distrital de operações e socorro, a quem agradeceu. O Chefe de Estado foi informado sobre as circunstâncias em que ocorreu o incêndio na Associação Recreativa.

Questionado sobre o facto de as pessoas que estavam dentro da associação terem tentado fugir por uma porta que abria para dentro, o Presidente da República explicou que "havia ao lado uma porta que, precisamente, abria para fora".

"Como a que ficava em frente das escadas era a mais óbvia, a mais utilizada e a outra normalmente estava fechada, aquela que podia ter dado saída para o piso que ficou praticamente incólume (o piso de baixo), não foi utilizada", contou.

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que "é fácil de dizer" que deveriam ter usado a outra porta mas, "quando as pessoas estão em pânico, é mais difícil de fazer".

O Presidente da República esteve no interior das instalações da Associação e verificou as condições que levaram ao pânico.

O Chefe de Estado deixou ainda um agradecimento às instituições que prestaram socorro.

Questionado pelos jornalistas. Marcelo disse ainda que as gentes de Tondela e os portugueses são resistente mesmo não sabendo porque é que num curto espaço de tempo se acumulam tantas tragédias.

O Presidente da República chegou ao local às 12:15, acompanhado pelo ministro da Administração Interna.

Eduardo Cabrita considerou, por seu lado, que "foi feito aquilo que era possível fazer e que era devido fazer".

O ministro deixou ainda um compromisso de empenho no tratamento dos feridos, "sobretudo para aqueles que ainda estão a lutar pela vida em hospitais de Coimbra, do Porto, de Lisboa, aqueles que estão em pior situação".

"Esse empenho é pleno, sobretudo dos profissionais de saúde", disse Eduardo Cabrita, expressando ainda solidariedade para com os moradores de Vila Nova da Rainha - onde residiam quatro das oito vítimas mortais - e de localidades em redor "que terão de encontrar a força e a esperança para reerguer, com a capacidade de união e solidariedade que sempre tiveram".