Guilherme Pinto

Guilherme Pinto: 1959-2017

O presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, morreu hoje de madrugada, vítima de doença prolongada. O funeral realiza-se na segunda-feira, às 15:30h.

"Guilherme Pinto morreu em casa, junto da família e de modo tranquilo, após mais de dois anos de luta contra a doença", refere o comunicado da autarquia, acrescentando que o velório decorre no salão nobre dos Paços do Concelho a partir das 9h de hoje.

Na segunda-feira, o corpo sairá pelas 15:30h para a igreja do Senhor de Matosinhos, onde terá lugar uma missa celebrada pelo bispo do Porto, António Francisco dos Santos.

O autarca apresentou no início da semana o pedido de renúncia ao mandato, devido ao seu estado de saúde, uma decisão que produziria efeito a partir de 1 de fevereiro.

Na terça-feira, um dia depois de renunciar ao mandato (o terceiro que cumpria), Guilherme Pinto anunciou o seu regresso formal ao PS, que deixou em 2013 para apresentar uma candidatura autárquica independente com a qual venceu as eleições desse ano.

O regresso, explicou, surgiu "em sinal de agradecimento" pelo apoio recebido do partido, "sem trair o estatuto de independente com que se apresentou nas eleições autárquicas de 2013".

"Isto é algo que só foi possível graças a António Costa e à relação excecional que mantenho com ele", afirmou Guilherme Pinto, que viu a sua ficha de reingresso assinada pelo próprio secretário-geral do partido e pelo presidente da Federação Distrital do Porto, Manuel Pizarro.

Guilherme Pinto apresentou também o pedido de demissão de diversos cargos que desempenhava, nomeadamente a presidência do Fórum Europeu de Segurança Urbana, a presidência do Conselho de Administração da Rede Europeia das Cidades e Escolas de Segunda Oportunidade e a presidência da Casa da Arquitetura.

O autarca iria encabeçar a Comissão de Honra da candidatura socialista da deputada Luísa Salgueiro à Câmara de Matosinhos.

Em declarações à TSF, o socialista José Luís Carneiro destaca"a inteligência, cultura e o serviço público que valorizou no desempenho das suas funções e o contributo que Guilherme Pinto deu ao país".

A Câmara de Matosinhos tinha marcada para este sábado, dia 7, a cerimónia que assinalava a renúncia ao mandato do presidente Guilherme Pinto com a inauguração da requalificada Rua Alfredo Cunha e o lançamento de várias obras idealizadas pelo autarca.

Na entrevista que deu à TSF no dia 6 de janeiro, dizia: "Tive uma vida boa. Se amanhã acontecer qualquer coisa, não tenho nada para pôr no livro de reclamações".

Guilherme Pinto anunciou o seu regresso formal ao PS, um dia depois de renunciar ao mandato de presidente da Câmara de Matosinhos. O autarca divulgou ter assinado "a ficha de adesão ao PS, voltando a ser militante do partido em cujas fileiras realizou a maior parte da sua carreira política".

Militante 10.575, número que agora recupera, o autarca integrou o Conselho de Jurisdição Nacional da Juventude Socialista, foi membro da Comissão Nacional do PS, da Comissão Política da Federação Distrital do Porto e do Gabinete de Estudos, presidente da Comissão de Jurisdição da Federação Distrital do Porto e da Comissão Política de Matosinhos e secretário coordenador do PS de Matosinhos.

Por motivo de doença, que o afeta há cerca de dois anos, o presidente da Câmara Municipal de Matosinhos apresentou o pedido de renúncia ao atual mandato autárquico, que produziria efeito a partir de 1 de fevereiro.

O autarca, que renunciou ao seu terceiro mandato, irá encabeçar a Comissão de Honra da candidatura da deputada socialista Luísa Salgueiro à autarquia.

Vice-presidente da Câmara de Matosinhos desde 2001, Guilherme Pinto apresentou, pelo PS, a sua primeira candidatura à liderança da autarquia em julho de 2005, numa altura em que profundas clivagens haviam marcado o PS local.

Nas últimas eleições autárquicas, em 2013, Guilherme Pinto apresentou-se como independente contra o líder da concelhia do PS e presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos, António Parada.

Guilherme Pinto venceu por maioria absoluta as eleições de 2013, pondo fim àquele que era um bastião socialista há 37 anos.