Sociedade

Nenhuma narrativa é inocente. Investigadores dissecam as fake news

No colóquio Narrativa, Media e Cognição é analisado o papel dos media e das redes sociais nos movimentos sociais e políticos.

Um filme, um livro, uma obra de arte podem ser consideradas narrativas e todas transportam em si uma ideologia. No colóquio organizado pelo CIAC, o Centro de Investigação em Artes e Comunicação da Universidade do Algarve, um dos temas que será debatido diz respeito as informações falsas, as chamadas fake news. E de como elas são apropriadas por uma narrativa politica.

"É preciso dissecar essas narrativas e ver o que está por detrás das fake news", diz Sandra Boto. A investigadora do CIAC explica que nenhuma narrativa é inocente.

"As eleições presidenciais no Brasil ou nos Estados Unidos são exemplos de como se criam narrativas com profundo pendor ideológico."

Os investigadores chamam a atenção para como as redes sociais levam à massificação desta narrativa."A absorção pela cultura de massas desta narrativa é tão rápida, que duplicamos o seu poder de manipulação e o seu perigo"

Os académicos vão tentar desconstruir os discursos narrativos da atualidade e perceber como eles estão a mudar os movimentos sociais e políticos.

Narrativa no cinema, ética, fake news e pós-verdade, narrativas históricas, sociais e politicas são alguns dos temas que serão tratados nos dois dias em que decorrerá o encontro.

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