Prémio Nobel

Nobel da Paz para o Presidente da Colômbia

Juan Manuel Santos é o laureado com o Prémio Nobel da Paz 2016, pelos seus "esforços para pôr fim à guerra civil de mais de 50 anos na Colômbia", que matou pelo menos 220.000 pessoas.

O Comité Nobel norueguês sublinhou que este é um prémio para o Presidente colombiano e para as vítimas da guerra civil do país, mas não para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Questionado sobre o facto de as FARC não terem sido distinguidas, o Comité Nobel responde de forma diplomática: "nunca comentamos quem não vence o prémio".

A embaixadora da Colômbia em Lisboa, em declarações à TSF, saudou a escolha do Comité Nobel norueguês. Carmenza Jaramillo Gutiérrez considera que o presidente Juan Manuel Santos merece este prémio por ter posto em marcha um processo de paz irreversível.

A diplomata manifesta ainda a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, o país vai viver em paz.

Depois do escritor Gabriel Garcia Marquez (Nobel da Literatura em 1982), Juan Manuel Santos é o segundo colombiano a ser distinguido com um Prémio Nobel. É ainda o 15º chefe de Governo a ser laureado ainda em exercício de funções.

Ana Santos Pinto, do Instituto Português de Relações Internacionais, considera a atribuição do Nobel ao Presidente da Colômbia não surpreende. No entender desta investigadora, o Comité quis dar um sinal de que o acordo de paz ainda é possível.

Havia alguma expectativa para o tema dos refugiados, mas Ana Santos Pinto destaca a importância simbólica da Colômbia neste momento.

A investigadora explica ainda que a sociedade colombiana ainda está a tentar perceber como vai responsabilizar as FARC pelos crimes cometidos e, talvez por essa razão, por ser uma questão sensível, o Comité tenha preferido entregar o prémio à entidade política responsável.