Pedro Guedes começou o curso no ensino privado. No terceiro ano aconteceu a mudança para a Faculdade de Arquitetura do Porto, onde se deixa cativar e aprender.
"A maneira de trabalhar a maquete, o esquisso... É tudo manual e é uma ferramenta importante. É lago que nos distingue. Identifico-me plenamente".
A jornalista Sónia Santos Silva conversou com os alunos finalistas da Faculdade de Arquitectura do Porto
Da escola do Porto saíram nomes sonantes da arquitetura contemporânea portugueses e dois prémios Pritzker: Siza Vieira e Souto de Moura. Duas referências para Artur Ribeiro, que fez uma escolha consciente quando optou pelo Porto, onde sente também alguma responsabilidade.
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"Há sempre aquela ideia que eles são uma referência. São omnipresentes".
Para Raquel Matos, estudar no Porto foi o que sempre quis e conseguiu. Estudar onde estudaram muitos mestres. Ali aprecia o estilo, o rigor, a memória, o método de ensino, a atenção ao detalhe.
"O método de trabalhar e de pensar é uma mais-valia. Tem de haver pensamento. A faculdade ensina-nos a pensar em soluções boas. Não basta serem belas".
João Livramento partiu de Cabo Verde com dezoito anos. Escolheu Portugal para aprender a ser arquiteto, a paixão que apareceu quando começou a estudar desenho e geometria. Chegou sem qualquer referência sobre a Escola do Porto.
"Sempre pensei vir para o Porto e não para Lisboa, porque era uma cidade grande e confusa. Nunca tinha ouvido falar sobre a Escola do Porto, mas percebi rápido o que era".
A fama da Escola do Porto influenciou a decisão de Luís Silva quando, em Brasília, escolheu a faculdade para um ano de Erasmus.
"A Escola do Porto é uma referência. Tem nomes incontornáveis como Álvaro Siza. Tem, também, um desenho diferente".
Teresa Calix viveu a Escola do Porto como aluna, agora como professora. Em ambos os papéis questiona se esteve e se está à altura, reconhecendo, no entanto, a importância, a influência e o peso do passado. " O respeito existe sempre. Não há ruturas, mas há adaptação".
A diferença vai-se fazendo. É desta forma que Teresa Calix responde a quem sublinha a tradição e a continuidade da Escola do Porto.

