ricardo araújo pereira

O partido "Chega de André Ventura"

Na emissão desta semana do Governo Sombra, Ricardo Araújo Pereira sentiu-se "chaga", por causa do partido Chega, de André Ventura.

André Ventura entregou em janeiro, ao Tribunal Constitucional, cerca de oito mil assinaturas, com a intenção de formalizar o movimento "Chega" como partido político. Parte dessas assinaturas foram invalidadas por pertencerem a menores e a elementos de forças policiais, pelo que, para já, o Chega ainda não pode candidatar-se a eleições.

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De forma a, ainda assim, poder candidatar-se às europeias, André Ventura propôs-se encabeçar a coligação de centro-direita, que adotaria o nome "Coligação Chega", e que incluiria o Partido Popular Monárquico (PPM), o Partido Cidadania e Democracia Cristã (PCDC) e membros do movimento Democracia 21. Depois de ter sido dado como certo que Ventura seria cabeça de lista da coligação às eleições europeias, o PPM decidiu em Conselho Nacional que não aceita acolhê-lo nas suas listas de candidatos, e que rejeita uma coligação com qualquer movimento ou partido que o acolha, considerando-o " racista e populista ".

Dada a sucessão de percalços no percurso de André Ventura, Ricardo Araújo Pereira lamenta que, de todos os comentadores de desporto da CMTV, tenha sido André Ventura a tentar encabeçar um projeto político: "Acho que quer Octávio Machado, quer Paulo Futre, têm um pensamento político mais coerente e mais profundo". O humorista ilustra o seu ponto, questionando o slogan de um dos cartazes de André Ventura, que diz: "100 deputados chega e sobra!" - "Ora, nesse caso, pode cortar mais ainda! Passam a 50! É um populista que nem sequer sabe ser populista!", conclui.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir , sempre, em tsf.pt

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