Dia Mundial da Voz

O segredo das vozes frescas e despidas

O que faz uma boa voz? Como se aquecem as cordas vocais? O que é o A vertical? O coro de câmara Voz Nua tem descoberto as respostas, sob a batuta da maestrina Aoife Hiney.

O projeto nasceu da tese de mestrado da maestrina irlandesa Aoife Hiney. As primeiras vozes juntaram-se há seis anos, formando o Coro de Câmara que ensaia no DeCA, o Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro. Intitulado Voz Nua, o nome resulta de uma combinação da língua portuguesa e do gaélico, representando a mistura cultural do grupo, que já teve cantores de Espanha, Itália, França, Finlândia, Sérvia, Letónia, Rússia, China e África do Sul.

Em gaélico, "nua quer dizer alguma coisa nova, fresca", enquanto em português tem o sentido de despida, sem o apoio do piano e da orquestra, "em que ficam só as vozes e por isso, Voz Nua pode ser lido das duas maneiras", explica Aoife Hiney.

A maestrina pretendia que o Coro cantasse a capella, dando a conhecer o repertório dos séculos XX e XXI. E o projeto correu tão bem, que hoje existem quatro coros: além do original, um coro pop, outro juvenil e ainda um infantil, que está a ensaiar os primeiros passos.

No Dia Mundial da Voz, que se assinala esta segunda-feira, o naipe de coralistas salienta como aprendeu a "apoiar a voz", puxando o diafragma, a respirar e relaxar a cara, com diversos exercícios que levam do riso à tosse, "como se os rins cantassem".