greve dos enfermeiros

"Situação insustentável." Médicos acusam ministério de não saber lidar com greve inédita

Mais de mil cirurgias de doentes graves e prioritários foram adiadas devido à greve dos enfermeiros.

Nas últimas duas semanas, os hospitais de Coimbra foram obrigados a adiar perto de mil cirurgias de doentes graves e prioritários por causa da greve dos enfermeiros. A situação é transversal ao resto do país e a Ordem dos Médicos de Coimbra considera o cenário preocupante.

"Neste momento, 70% das cirurgias programas estão a ser adiadas. E estamos a falar de doentes com patologias graves, fraturas ou problemas oncológicos. É uma situação absolutamente insustentável que o Serviço Nacional de Saúde vai demorar uma década a resolver", alertou à TSF Carlos Cortes.

O responsável sublinha que "esta greve é inédita" e o que Ministério da Saúde está a ser incapaz de resolver. "Estamos a assistir a uma desresponsabilização com impacto direto na saúde das pessoas", sublinhou.

O Presidente do Conselho de Administração do Hospital Santa Maria, em Lisboa, revelou na TSF que, desde o início da greve dos enfermeiros, o hospital não conseguiu operar nenhuma criança.

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