Pais da criança que morreu após queda de 21º andar ficaram em liberdade

Os pais da criança que morreu na sexta-feira após ter caído de um prédio em Lisboa, foram hoje ouvidos por uma juíza e colocadas em liberdade, com proibição de se ausentarem de Portugal, disse o advogado dos arguidos.

O advogado João Pedro Campos disse à agência Lusa que o casal saiu em liberdade, mas com proibição de se ausentar do país e com obrigatoriedade de apresentações periódicas numa esquadra da PSP.

As medidas de coação foram aplicadas hoje após o casal ter sido presente a uma juíza da instrução criminal do Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

Os pais da criança que morreu na sequência de uma queda de um prédio no Parque das Nações, em Lisboa, tinham ficado detidos na sexta-feira e indiciados por um crime de exposição ou abandono agravado, de acordo com uma fonte da PJ.

Fonte policial disse na sexta-feira à Lusa que a queda da menina, de cinco anos, ocorreu quando estava sozinha no apartamento, acrescentando que os pais, nesse momento, se encontravam no Casino de Lisboa.

De acordo com esta fonte policial, foram os pais que deram o alerta assim que chegaram a casa, cerca das 03:10.

O casal, de nacionalidade chinesa, foi interrogado na sexta-feira durante várias horas pelos inspetores da PJ.

Ao início da tarde, o Ministério Público já tinha anunciado a instauração de um inquérito no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, para apurar as circunstâncias da queda mortal da criança de um prédio no Parque das Nações.

"Foi instaurado inquérito no DIAP de Lisboa para apuramento das circunstâncias em que ocorreu o óbito de uma criança de cinco anos, do sexo feminino, na sequência de uma queda de um 21.º andar de prédio no Parque das Nações, em Lisboa", referia a nota publicada na página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

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