Incêndios

Pedrógão Grande: Líderes mundais solidarizam-se com Portugal

Líderes políticos de todo o mundo e o chefe da igreja Católica expressaram solidariedade pela tragédia em Pedrógão Grande e enviaram condolências a Portugal pelas 62 vítimas e 59 feridos.

O Presidente da República francês, Emmanuel Macron, enviou uma mensagem de solidariedade a António Costa pelas vítimas do incêndio de Pedrógão Grande

O primeiro-ministro português recebeu também condolências por parte do primeiro-ministro grego, Alexis Tspiras, do chefe do executivo italiano, Paolo Gentiloni e do primeiro-ministro sueco, Stefan Löfven.

De acordo com fonte oficial do Governo, António Costa recebeu um telefonema do primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, que manifestou a sua "solidariedade, apoio e carinho" ao povo português pela tragédia ocorrida no sábado em Pedrógão Grande e que vitimou mortalmente pelo menos 62 pessoas.

Na rede social Twitter, Rajoy escreveu ainda que está "esmagado pela tragédia de Pedrógão Grande. O povo português conta com a nossa solidariedade, apoio e carinho".

A Casa Real espanhola já tinha expressado a solidariedade e afeto de Espanha a Portugal, numa mensagem publicada também no Twitter.

"Impressionados com a tragédia em Pedrógão Grande, toda a solidariedade e afeto de Espanha com Portugal", lê-se no 'tweet' da Casa Real espanhola.

O rei Filipe VI de Espanha enviou também hoje um telegrama ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e durante o dia irá telefonar-lhe, referiu fonte da presidência portuguesa.

A chanceler alemã, Angela Merkel, telefonou também a António Costa deixando palavras de condolência na sequência da tragédia do incêndio que começou no sábado em Pedrógão Grande.

O presidente da Comissão Europeia enviou o seu "profundo pesar" ao povo português e "um abraço amigo nesta hora de dor", ao Presidente da República pela tragédia em Pedrógão Grande e outros concelhos vizinhos.

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, informou através da sua página pessoal na rede social Facebook ter telefonado ao homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, para lhe transmitir "solidariedade nestes momentos trágicos causados por devastador incêndio".

Também o primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva usou a sua página pessoal na mesma rede social para se solidarizar com Portugal.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, também manifestou o seu pesar pela "trágica perda de vidas" no incêndio que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, Leiria, e endereçou "profundas condolências ao povo português".

Além das condolências de líderes políticos, o papa Francisco rezou pelos mortos e feridos no incêndio e expressou a sua "proximidade ao querido povo português".

"Eu transmito a minha proximidade ao querido povo português, atingido por um incêndio devastador que causou mortes, feridos e destruição", disse Francisco na oração dominical do Angelus, no Vaticano.

Posteriormente, convidou os fiéis presentes na praça de São Pedro "a rezar em silêncio".

O número de pessoas que morreram no incêndio florestal que deflagrou no sábado em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, aumentou para 62, de acordo com o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O fogo, que causou ainda 59 feridos, incluindo quatro bombeiros, deflagrou ao início da tarde de sábado numa área florestal em Escalos Fundeiros, em Pedrógão Grande (distrito de Leiria), e alastrou aos municípios vizinhos de Castanheira de Pera e Figueiró dos Vinhos, obrigando a evacuar povoações ou deixando-as isoladas.

Algumas das vítimas mortais foram apanhadas pelas chamas quando circulavam por estradas, enquanto outras foram atingidas por uma nuvem de fumo junto ao cemitério de Figueiró dos Vinhos.