Polícia escoltou "pai aflito" que infringiu lei a caminho do hospital para salvar filha

Vítor Martins Romão fez um agradecimento público ao polícia que o ajudou a chegar a tempo ao Hospital Santa Maria e a aprovar uma anestesia para a cirurgia vital da filha.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) partilhou nas redes sociais o testemunho de um homem - pai - que foi escoltado até ao Hospital Santa Maria depois de ter sido parado por um polícia de mota. O ato do agente levou o pai a fazer um agradecimento público, principalmente pela importância do gesto para a vida da filha.

Tudo começou, segundo Vítor Martins Romão, quando, depois de uma ida a Grândola, estava a regressar a Lisboa e recebeu uma chamada da mulher, "aflitíssima, porque lhe tinham ligado do Hospital de Santa Maria a solicitar presença urgentíssima de um de nós", pelo facto de falar a assinatura do "termo de consentimento" ara a anestesia de uma cirurgia "urgente e vital".

"Escusado será dizer que, após ligar os 4 piscas, a minha condução passou para o modo WRC, na versão pai aflito. Tenho esperança, de não ter colocado em perigo os condutores que apanhei, mas talvez (?) tenha feito por queimar pontos para 2 cartas de condução", conta.

Durante a viagem, quando olhou pelo retrovisor, tinha uma "moto da PSP a mandar encostar". Vítor Martins Romão não hesitou e encostou, cumprindo a ordem da autoridade.

"O agente dirigiu-se e, após continência, pediu-me os documentos e perguntou o porquê da marcha de urgência e do tipo de condução. Ao que respondi, que tinha uma filha à espera num bloco operatório de Sta. Maria, e que ele tinha 2 opções: ou me prendia já, ou eu ia seguir e na mesma condução", relata.

Nesse momento, o condutor relembrou que "não estava o mais sereno" e que as lágrimas lhe corriam na cara com um "misto de aflição e nervoso".

"Calmo. Sem sequer tirar o capacete, nem pegar na carteira dos documentos, que lhe estava a dar, apenas me disse: "respire fundo, acalme-se o que lhe seja possível e siga-me". Saiu em direção à mota e escoltou-me até Santa Maria. Em frente ao portão principal, voltou a fazer continência e seguiu. Fiquei sem palavras. Nem nome, nem cara, sequer. Apenas o senhor polícia da mota".

Vítor acredita que "talvez fosse isso mesmo que ele quis dizer. Ele foi apenas a Polícia. Foi apenas a instituição que representa. E eu e a minha filha, os cidadãos que ele jurou defender. E existem muitas formas de defender".

O homem chegou ao Hospital Santa Maria em segurança, a sua "guerreira continua a lutar de forma brava, 24h depois da cirurgia", e jamais esquecerá o "senhor polícia" a quem deixou agradecimentos em nome da família e do país.

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