Praia de Santo Amaro de Oeiras é a primeira em Portugal com drone salva vidas

Numa nova era que agora começa, entra em cena na vigilância e na ajuda ao socorrismo em praias um parceiro que chega do ar. Os drones têm uma palavra a dizer no que toca à utilidade que lhes pode ser atribuída.

A praia de Santo Amaro de Oeiras dispõe, a partir desta segunda-feira, de um drone de salvamento capaz de socorrer até quatro pessoas, resultado de uma iniciativa dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos apoiada pela Câmara de Oeiras.

Estará em permanência na praia de Santo Amaro de Oeiras, no distrito de Lisboa, fazendo desta a primeira do país que dispõe de um drone de salvamento, com uma boia insuflável com capacidade para socorrer até quatro pessoas em simultâneo e que "alia tecnologia à segurança das pessoas".

Na apresentação à imprensa, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, destacou a importância da "rapidez no socorro" às vítimas que o equipamento permite.

"Pelo que nos foi dado a observar, julgo que em apenas 40 segundos é possível colocar a boia junto da vítima. É um investimento que vale a pena", afirmou.

A aquisição do drone salva-vidas representou um investimento de cerca de cinco mil euros para o município que, numa segunda fase, espera poder empenhar esta mais-valia fora da época balnear, na segurança dos cidadãos do concelho.

De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos, Ricardo Ribeiro, cada salvamento no mar terá um custo de cerca de 20 euros, passando o aparelho voador a integrar o plano de segurança, já existente, da praia.

"O drone permite atingir velocidades de cerca de 55 quilómetros por hora e suporta ventos até cerca de 30 quilómetros por hora, com capacidade para transportar objetos até sete quilogramas. A boia insuflável - que apoia o salvamento - enche-se automaticamente quando toca na água", explicou o responsável da corporação.

A utilização do equipamento será simultânea à ação do nadador-salvador e das embarcações de socorro (mota de água e barco) que estão ao serviço das entidades na praia, otimizando as operações de socorro.

Numa segunda fase do projeto, o drone será munido de uma "câmara térmica" que vai permitir a sua utilização em incêndios urbanos.

"Se tivermos, por exemplo, um incêndio em altura, num prédio, e as vítimas estiverem inacessíveis nos últimos andares, vamos ser capazes de lhes fazer chegar estojos de primeiros socorros, garrafas de águas ou máscaras e comunicar com elas através do drone, que dispõe de um sistema de comunicação", afirmou o responsável dos bombeiros voluntários.

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