Sociedade

Prostituição. "A pior violência é a invisível, o preconceito da sociedade"

A Universidade do Porto recebe o seminário internacional "Trabalho sexual, políticas e direitos humanos". Pye Jakobsson, antiga trabalhadora do sexo, é uma das oradoras.

Pye Jakobsson garante que a violência contra trabalhadores do sexo é uma realidade para todos. "A pior violência é a invisível, o preconceito da sociedade."

Nas vésperas do Dia Internacional Contra a Violência Sobre Trabalhadores do Sexo, que se assinala a 17 de dezembro, a Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto junta mais de 20 investigadores que estudam o trabalho sexual.

Pye Jakobsson, antiga trabalhadora do sexo, dará uma conferência onde vai partilhar a sua experiência. À TSF, revela que em Portugal foi sempre mais bem tratada do que na Suécia. "Toda a gente sabia o que fazia e havia aquela ideia de que todos têm de comer. Era muito pragmático."

Especialista em legislação sobre o trabalho sexual, Pye Jakobsson defende a descriminalização da prostituição em vez da legalização. Pye explica que a descriminalização faria com que os trabalhadores do sexo ficassem sujeitos às mesmas leis laborais que os restantes trabalhadores, o que significa mais proteção.