Transportes

Depois dos confrontos taxistas recusam sair da zona do Aeroporto

A ANTRAL diz que o plano para o percurso inicial foi alterado e pediu a presença do Governo no local. Inicialmente, o protesto devia terminar junto ao Parlamento. PSP confirma dois detidos.

Um grupo de taxistas que participa na manifestação de hoje do setor saiu dos carros e bloqueou o acesso ao Aeroporto de Lisboa, registando-se confrontos com a polícia, que tentou impedir o bloqueio.

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Perto das 11:00, junto à Rotunda do Relógio (por baixo do viaduto da Segunda Circular), os ânimos exaltaram-se e os taxistas acabaram por atirar à polícia garrafas de água e sumos. Os agentes responderam atirando petardos e 'very lights', e afastando os manifestantes.

A presença do Corpo de Intervenção foi reforçada no local, onde estão oito carrinhas da polícia. No confronto, a polícia formou uma barreira para acalmar os manifestantes.

O presidente da ANTRAL, Florêncio Almeida atribuiu a responsabilidade do "descontrolo da situação" às autoridades, por terem constantemente atrasado a marcha de protesto.

Os taxistas, contou, tinham recomeçado a marcha em direção à Avenida Gago Coutinho, mas pararam em plena Rotunda do Relógio e deixaram os carros para tentar cortar a estrada de acesso ao aeroporto por verem outros profissionais, alegadamente da Uber, a fazer o transporte de passageiros.

Florêncio Almeida adiantou que os taxistas vão manter-se junto ao Aeroporto por tempo indeterminado, até que alguém do Governo encontre uma solução para os problemas do setor.

"O Ministério do Ambiente faz parte do problema, não faz parte da solução", disse Florêncio Almeida, frisando que terá de ser alguém do Governo com capacidade para resolver o problema, que não o ministro do Ambiente, a dialogar com os taxistas.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL) explicou que a decisão de permanecer no local surgiu na sequência dos confrontos com a polícia, após esta ter impedido os manifestantes de cortar o acesso ao aeroporto.

A PSP confirmou entretanto, a detenção de três manifestantes por arremesso de objetos pirotécnicos e danos num carro da polícia.

Os taxistas têm estado a impedir a saída de veículos, supostamente da Uber, do aeroporto de Lisboa para a Segunda Circular.

Durante o avanço dos taxistas até à zona das Partidas do aeroporto Humberto Delgado, uma viatura de transporte de passageiros descaracterizada foi vandalizada quando passava pelos profissionais, ficando com danos no vidro traseiro e amolgadelas nas portas laterais.

Os manifestantes atiraram pedras e garrafas contra o veículo e a polícia foi obrigada a proteger o carro e a conduzi-lo para trás do cordão de segurança do corpo especial da PSP.

Os ocupantes do carro foram obrigados a seguir a pé, enquanto o motorista escapava à fúria dos taxistas.

Os elementos da Equipa de Prevenção e Reação Imediata (EPRI) da PSP estão a impedir a progressão dos manifestantes para junto à zona das Partidas do aeroporto.

Os autocarros e os automóveis pessoais (que não fazem serviço de transporte) estão a ser deixados passar pelos manifestantes.

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