Governo Sombra

"Quero que Sócrates possa ir visitar Armando Vara à prisão"

O motim no Estabelecimento Prisional de Lisboa foi tema de debate aceso na reunião semanal do Governo Sombra.

Numa semana marcada pelos protestos de reclusos em várias cadeias portuguesas João Miguel Tavares quis ser "ministro do Motim".

A revolta dos reclusos trouxe a público que em 2018 houve 312 dias de greve às horas extraordinárias pela parte dos guardas prisionais, o que tem privado os prisioneiros de alguns direitos previstos na lei, tais como horas de visita de familiares e tempo ar livre. Durante os protestos foram incendiados caixotes do lixo, o que João Miguel Tavares defendeu ser das poucas formas de protesto ao alcance dos reclusos. Citando dados da Pordata, João Miguel Tavares disse ainda haver em Portugal 4.500 Guardas prisionais para 13.000 prisioneiros, não compreendendo por isso como é possível que no dia do motim houvesse apenas três guardas para 190 reclusos, como foi afirmado pelo Estabelecimento Prisional de Lisboa.

João Miguel Tavares termina a argumentação dizendo que "não pode valer tudo" quando se recorre à greve, e que os direitos básicos dos presos não podem ser descartadas, por isso, neste caso, está "do lado dos delinquentes" - até porque quer que "Sócrates possa ir visitar Armando Vara à prisão".

Questionado sobre formas de protesto menos violentas, que pudesse recomendar aos reclusos das prisões portuguesas, Ricardo Araújo Pereira sugeriu que os problemas fossem reportados à "criadagem" das prisões.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir , sempre em tsf.pt .

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