TSF À Mesa

Taberna modernaça na Rota do Românico

Em Cete (Paredes), um espaço rústico, a Taberna do Careca é muito procurada pelos assados no forno a lenha, elemento preponderante de um restaurante rústico.

Percorrer a Rota do Românico assume o caráter de redescoberta de muitas das joias monumentais que encantam e permitem deliciosa viagem no tempo.

Para quem sair da A4, direção Baltar/Parada e tomar o rumo desta última localidade, vai encontrar poucos quilómetros adiante, ainda no concelho de Paredes, a freguesia de Cete.

Ali foi construído, no século X, pelos beneditinos de Cluny, o mosteiro de S. Pedro, de estilo românico tardio. Perto do ex-líbris da localidade e frente ao quartel dos bombeiros, a Taberna do Careca é restaurante com fama na região.

Aberto há quatro anos, é um bom exemplo da onda rústica que vai, aqui e ali, recriando estilos e ambientes de outros tempos, numa configuração modernaça. Edifício em pedra, com entrada pelo tradicional café que dá acesso, com panorâmica da ampla cozinha, às salas. O espaço foi conquistado com engenhosas soluções tendo a madeira e o vidro como elementos preponderantes.

Piso em empedrado, mesas compridas, com tampo em vidro, e bancos corridos em madeira a evidenciarem o estilo rústico da casa, rodeada por desafogado espaço verde, muito aprazível nos dias quentes.

Cachecóis de vários emblemas e algumas camisolas, muitas fotos nas traves de madeira; vários utensílios agrícolas dão colorido especial à sala principal e retratam a faceta convivial deste restaurante em que o forno a lenha é elemento-chave, servindo ainda para cozer saborosa broa.

A lista, baseada em pratos de carne, embora todos os dias o peixe marque presença, não é muito extensa.

Nas entradas, apetitosos petiscos: orelheira fumada; pataniscas de bacalhau muito saborosas, com o senão de um pouco de óleo a mais; moelas; bucho merecedor de nota elevada; sola, ou seja, o rumem do estômago do boi; orelheira fumada e presunto.

A ementa diária apresenta pratos tradicionais: terça-feira é dia de cozido à portuguesa; na quarta, arroz de cabidela ou galo no forno; à quinta-feira brilha a feijoada à transmontana; no dia seguinte há caldeirada de peixe; mão de vaca com grão de bico; costeletas do cachaço e arroz de pato.

Ao fim de semana, há rojões ao sábado; cordeiro e vitela assados no forno e cozido à portuguesa no domingo.

Os assados no forno a lenha -- cordeiro e lombo de porco e o galo, neste caso para quatro a seis comensais -- são especialidades da casa.

Os grelhados - entrecosto e costeleta do cachaço - preenchem outro capítulo da ementa. Carne de boa qualidade, bem trabalhada na grelha.

Outras opções para mesas mais alargadas são o grelhado misto para um mínimo de três comensais, e ainda o arroz de cabidela, neste caso, para seis pessoas,

As alternativas passam pelo bacalhau frito de cebolada - posta alta, bem confecionada -- ou na brasa e pelos filetes de pescada.

Em plena época, a lampreia não podia faltar: à bordalesa ou em cabidela, como é tradição.

Para concluir, pão de ló. Garrafeira limitada, mas com preços em conta. Serviço muito simpático neste restaurante popular e típico, bem à moda do norte. Taberna do Careca, em Cete.

Onde fica:
Rua Engenho Velho, N.º 252, 4580-319 Cete
Telef.: 223 291 861