Tem uma encomenda? Chame um drone

É a única empresa portuguesa a trabalhar com drones para entrega de encomendas. Depois da "marmita voadora", agora a startup Connect Robotics testou a entrega de correio com os CTT.

A operação realizou-se em Lisboa, junto ao Aeroporto Humberto Delgado, o drone percorreu três quilómetros em cerca de sete minutos e já recebeu apoio da Agência Espacial Europeia.

Há dois anos que a Connect Robotics, uma startup da Universidade do Porto, trabalha no desenvolvimento de um sistema de entregas de pequenas encomendas utilizando drones.

Eduardo Mendes, CEO da Connect Robotics, diz que os testes foram um sucesso. "Conseguem fazer uma entrega a partir de um pedido online e em cerca de 10 minutos. É mais rápido, permite chegar a áreas remotas ou de difícil acesso".

O drone para entregas pode atingir 120 metros de altitude, a distância limite é de cerca de 10 quilómetros, as encomendas pesam no máximo dois quilos.

Eduardo Mendes explica que este aparelho é mecanicamente mais forte do que os drones comuns, mas o fator diferenciador é o software. "Temos um computador de bordo que faz tudo autonomamente e uma cloud que gere a frota de drones. O sistema verifica o clima, áreas proibidas, estuda percursos alternativos e avisa quando a encomenda está pronta para ser entregue".

A partir do momento em que há a confirmação, a encomenda chega em cerca de 5,10 minutos.

A startup Connect Robotics nasceu há dois anos e na sequência do doutoramento de Eduardo Mendes, que tinha como tema o controlo de veículos aéreos. O primeiro teste realizou-se em dezembro com o projeto "Marmita Voadora", de entrega de refeições ao último habitante da aldeia de Penela, o drone substituiu a carrinha de distribuição de refeições.

Eduardo Mendes diz que está a nascer um novo mercado de entregas. "Imagine uma linha de produção de uma empresa que fica parada porque falta uma pequena peça, com um prejuízo de milhões, se temos um drone capaz de fazer o transporte e entrega resolvemos o problema".

A entrega de correio e a "marmita voadora" despertaram o interesse do mercado, a Connect Robotics incubada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto já recebeu o apoio da Agência Espacial Europeia e está a analisar várias propostas de negócio. Não há um valor base para a entrega de encomendas, mas a Connect Robotics garante que é mais barato do que contratar um estafeta.

Quem estiver interessado neste serviço pode recorrer à página drone2.me.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de