UGT

OE2018 tem de ser a linha de partida para negociação com professores

Carlos Silva admite um acordo faseado "por vários anos", mas lembra que em eleições legislativas não há vitórias nem derrotas antecipadas.

O secretário-geral da UGT, entrevistado esta manhã pelo Público, admite um acordo faseado que pode ir para além da legislatura, mas lembra que o problema do congelamento das carreiras não se limita aos professores: coloca-se também a militares, magistrados, seguranças, profissionais do INEM.

À TSF, Carlos Silva explica que o acordo poderá prolongar-se por vários anos, mas terá de ter como linha de partida o Orçamento de 2018, lembrando o Executivo que em eleições legislativas não há vitórias nem derrotas antecipadas.

"A linha de partida tem de ser com o atual Governo para o Orçamento de 2018, admitindo naturalmente que se vão sentar à mesa, que têm de negociar, e quem negoceia tem de perceber a margem de manobra, quer do lado do Governo, quer do lado das federações. Quando eu digo que isto, de poder ir além de uma legislatura, é o Governo que o diz, ou seja, o Governo termina a legislatura em 2019 e está a admitir que o início dos pagamentos poderá ocorrer em 2020. Nós não temos vitórias nem derrotas antecipadas em eleições legislativas e este Governo só pode assumir na sua legislatura, dentro das suas competências, o início faseado e aí sim se poderá prolongar por vários anos".

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