Uma app para combater o bullying 

Chama-se "Jogo Sério" e está a ser desenvolvido por investigadores do ISCTE e da Universidade de Lisboa que acreditam que com esta aplicação vai ser possível dar ferramentas às crianças, tornando-as mais capazes de resistir e combater o bullying.

"Está pensada para crianças dos 10 aos 12 anos porque há aqui um pico de ocorrência de este tipo de comportamentos, e um maior envolvimento aos 13 anos, portanto, queremos trabalhar antes", explica Susana Fonseca, professora do Departamento de Psicologia Social e das Organizações do ISCTE, uma das investigadoras responsáveis pelo desenvolvimento desta aplicação.

O "Jogo Sério" é uma aplicação para smartphone, tablet ou computador e que pode ser usada em consultas, em contexto escolar ou até em casa, como forma de terapia ou de prevenção. Trata-se de um jogo ainda em construção, mas com o qual, assegura Susana Fonseca, investigadora do ISCTE, pode ser possível ajudar miúdas e graúdos a enfrentarem o bullying ou o cyberbullying.

"É um jogo com objetivos pedagógicos onde eles para progredirem de nível são confrontados com situações de interação social entre pares, situações que podem ocorrer em contexto escolar ou não", explica a Susana Fonseca. Uma das situações é alguém que está a receber ameaças e sobre quem estão a espalhar boatos nas redes socais. Nesse caso são apresentadas ao jogador várias opções de resposta sobre que reação teria perante aquela situação. "Só que em vez de pontos, recebem feedback sobre as diferentes opções que escolheram e a pontuação revela-se através do número de amigos que têm, porque as amizades são um fator protetor, através de coragem, porque muitas vezes ser capaz de defender a vítima é difícil, e através de convites para outras interações sociais".

Para já, este "Jogo Sério" está em fase de desenvolvimento. O protótipo que resultou de uma fase de investigação e de uma colaboração com alunos da área da Psicologia do ISCTE e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa já deu sinais positivos, mas ainda vai ser aperfeiçoado. Susana Fonseca quer ter nas mãos todas as evidências e todos os dados que comprovem os resultados deste projeto. Só assim é possível procurar financiamento para a aplicação.

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