incêndio

Vila Nova da Rainha continua de luto. Povo quer que Associação volte a reabrir

O incêndio do mês passado em Vila Nova da Rainha, em Tondela, que vitimou 11 pessoas e feriu 38 "encontra-se [ainda] em investigação" e "não tem arguidos constituídos", avançou à TSF a PGR.

Um mês depois do trágico incêndio, a pequena aldeia ainda continua de luto pelas vítimas e também pelos dirigentes. Os populares não escondem os receios do que possa acontecer à associação e às pessoas que a lideravam.

O edifício da coletividade encontra-se ainda interdito por causa das investigações. As janelas continuam partidas e a porta que foi rebentada por um jipe para ajudar a retirar os feridos está agora tapada com tijolos.

O presidente da instituição escusa-se a falar das questões da segurança por causa da investigação. Segundo Jorge Dias, a principal preocupação hoje é apoiar os feridos e famílias das vítimas. A reabertura da coletividade também já está a ser equacionada.

O seguro já pagou cerca de 30 mil euros para as obras, mas esse valor não não ser suficiente. A seguradora promete disponibilizar nos próximos dias 50 mil euros para as vítimas.

A TSF tentou ouvir o presidente da Câmara de Tondela que esteve indisponível para prestar declarações. Ainda assim, em comunicado, o município informa que depois do fogo "as outras associações passaram a estar mais sensibilizadas para as questões de segurança nos edifícios". Também por isso, a autarquia decidiu "recrutar uma equipa externa para dar apoio a todas as instituições e onde venha a ser solicitado".

O Governo, recorde-se, também já disse que levar a cabo uma vistoria nacional às condições de segurança das coletividades.