Armando Vara acusado de corrupção, branqueamento de capitais e fraude fiscal

Defesa nega conluio com José Sócrates para facilitar a concessão de financiamentos por parte da CGD.

Armando Vara é acusado de cinco crimes no despacho de acusação do Ministério Público sobre a Operação Marquês, por corrupção passiva de titular de cargo político (um), branqueamento de capitais (dois) e fraude fiscal qualificada (dois).

"José Sócrates conluiado com o arguido Armado Vara Armando Vara, à data administrador da Caixa Geral de Depósitos, recebeu também pagamentos com origem em receitas desviadas do grupo Vale de Lobo", tendo em vista "facilitar a concessão de financiamentos por parte da CGD", pode ler-se num excerto do despacho enviado à imprensa.

O despacho visa 28 arguidos, dos quais nove empresas, acusados de um total de 164 crimes, num documento que tem cerca de quatro mil páginas.

Segundo uma nota da Procuradoria-Geral da República, ao longo do inquérito, cujo principal arguido é o ex-primeiro ministro José Sócrates, foram efetuadas mais de duas centenas de buscas, inquiridas mais de 200 testemunhas e recolhidos dados bancários sobre cerca de 500 contas, em Portugal e no estrangeiro.

Foram também autorizadas e transcritas mais de 2.600 escutas e enviadas nove cartas rogatórias para diversos países, entre os quais Suíça e Angola.

O Ministério Público proferiu nove despachos de arquivamento em relação aos arguidos Paulo Lalanda e Castro (ex-administrador da Octapharma), Joaquim Paulo da Conceição (grupo Lena) e ao advogado João Abrantes Serra. Foram igualmente extraídas 15 certidões, com vista à investigação criminal em processo autónomo.

No âmbito deste processo, estiveram detidos preventivamente José Sócrates, o empresário e amigo do ex-primeiro-ministro Carlos Santos Silva e o antigo motorista de Sócrates João Perna. O ex-administrador do grupo Lena Joaquim Barroca esteve em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

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