Autarcas de Barcelos arguidos por alegado favorecimento a empresa de segurança

Foram realizadas buscas na sede de duas empresas e em várias residências.

O presidente e a vice-presidente da Câmara de Barcelos, Miguel Costa Gomes e Armandina Saleiro, respetivamente, são arguidos num processo por eventual favorecimento a uma empresa de segurança, disse esta quinta-feira fonte oficial do município.

"Encontrando-se o processo no âmbito da Justiça, [os arguidos] aguardam com serenidade o seu desenvolvimento", acrescentou a fonte, em resposta escrita enviada à Lusa.

A fonte acrescentou que outro dos arguidos do processo é Domingos Pereira, que chegou a ser vice-presidente da Câmara no anterior mandato e que atualmente é vereador da oposição, eleito pelo movimento independente Barcelos, Terra de Futuro (BTF).

A Lusa contactou Domingos Pereira, que remeteu para mais tarde eventuais declarações sobre o assunto.

Em julho de 2018, e segundo disse na altura à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR), foram realizadas buscas na Câmara de Barcelos, relacionadas com o "eventual favorecimento", por parte daquele município, a uma empresa de segurança.

Segundo a PGR, as buscas estenderam-se às instalações de duas empresas e a várias residências.

As buscas foram realizadas no âmbito de um inquérito do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Braga, iniciado em 2014.

Na altura, a Câmara de Barcelos divulgou, em comunicado, que as buscas decorreram de "denúncia anónima".

No comunicado, a câmara acrescentava que tinha manifestado "total disponibilidade e colaboração com as autoridades competentes, tendo facultado o acesso a toda a informação e documentação solicitada".

No total, e segundo fonte ligada ao processo, já foram constituídos cerca de duas dezenas de arguidos.

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