Cinco detidos e "vários arguidos" nas buscas que envolvem juiz Rui Rangel

A Polícia Judiciária confirma cinco detenções e a constituição de "vários arguidos" no âmbito da operação LEX.

Fonte ligada ao processo disse à agência Lusa que, entre os detidos, contam-se dois advogados e um oficial da justiça. Mais tarde, a Polícia Judiciária (PJ) divulgou um comunicado sobre a denominada operação LEX: "A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, realizou uma operação a nível nacional, tendente a confirmar a eventual prática dos crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, branqueamento, tráfico de influências e fraude fiscal qualificada, no âmbito de um inquérito que corre termos no Supremo Tribunal de Justiça, coadjuvado pelo Departamento Central Investigação e Ação Penal."

"No decurso da operação foram realizadas 33 buscas, sendo 20 domiciliárias, três a escritórios de advogados, sete a empresas e três a postos de trabalho. Foram ainda detidos quatro homens e uma mulher, sendo dois advogados e um terceiro oficial de justiça, e constituídos vários arguidos", lê-se na mesma nota da PJ divulgada na tarde desta terça-feira.

"A operação contou com a participação de cerca de centena e meia de investigadores da Polícia Judiciária. Os detidos irão ser presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas", refere ainda o mesmo comunicado.

As buscas da PJ estão a ser feitas na sequência da operação Rota do Atlântico, e inclui buscas na casa e no gabinete do juiz desembargador do Tribunal de Relação de Lisboa Rui Rangel, na SAD do Benfica e na casa do presidente do clube, Luís Filipe Vieira e nas casas da ex-mulher de Rui Rangel, Fátima Galante, do advogado José Sousa Martins e do seu filho.

Segundo a mesma fonte, a operação vai incluir cerca de 30 buscas e envolve 150 inspetores da PJ, sendo a maior unidade nacional de combate à corrupção.

Benfica confirma buscas

" O Sport Lisboa e Benfica confirma a realização de buscas no âmbito de uma investigação que não tem por objeto o Clube e que se encontra em segredo de justiça", lê-se numa curta nota publicada esta terça-feira no site do clube da Luz .

"Nada tendo a ver o âmbito do processo com o Sport Lisboa e Benfica, são totalmente especulativas todas as interpretações que envolvam o nome desta instituição", refere ainda a mesma nota.

O inquérito ao juiz desembargador Rui Rangel foi aberto em 2016. Na altura, o Correio da Manhã noticiou que o juiz Rui Rangel era suspeito de receber indevidamente verbas do empresário de futebol José Veiga, arguido no processo Rota do Atlântico, relacionado com crimes de corrupção no comércio internacional, fraude fiscal e branqueamento de capitais e tráfico de influências.

No âmbito da operação Rota do Atlântico, desencadeada a 3 de fevereiro de 2016, foram constituídos vários arguidos, entre eles José Veiga, Paulo Santana Lopes, Manuel Damásio e a advogada Maria de Jesus Barbosa.

De acordo com a investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária, José Veiga e Paulo Santana Lopes terão, alegadamente, atribuído vantagens indevidas a titulares de cargos políticos do Congo Brazzaville para, em troca, obterem contratos de obras públicas e de construção civil para a holding americana da multinacional brasileira Asperbras.

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