Tancos

Há mais um detido. Caso do furto de Tancos continua a somar arguidos

Foi detido, esta quarta-feira, mais um suspeito do caso de Tancos, que ficou em prisão preventiva depois de ser ouvido pelo juiz de instrução criminal. No total, são já nove as detenções feitas no âmbito da investigação ao furto.

A Polícia Judiciária (PJ) fez mais uma detenção no âmbito da investigação ao caso do furto de armas no Paiol de Tancos, em junho de 2017. Em comunicado, a PJ revela que a detenção aconteceu esta quarta-feira, tendo o arguido ficado em prisão preventiva.

"Em causa estão factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, furto, detenção e tráfico de armas, terrorismo internacional e tráfico de estupefacientes", esclarece a PJ no comunicado.

Após a detenção, o detido foi presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, onde lhe foi decretada a medida de coação de prisão preventiva.

Já em dezembro, tinham sido detidos outros oito suspeitos do furto em Tancos, sendo que cinco deles ficaram também em prisão preventiva.

A PJ relembra ainda que o inquérito, que corre no "Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e o Ministério Público e é coadjuvado pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da Polícia Judiciária", encontra-se em segredo de justiça.

A operação com o nome "Húbris" III" investiga as circunstâncias em que ocorreu o furto de material de guerra, entre a noite do dia 27 e a madrugada do dia 28 de junho de 2017, no Paiol de Tancos.

O caso do furto de Tancos desenvolveu-se em 2018, tendo sido detidos sete militares da Polícia Judiciária Militar (PJM) e da Guarda Nacional Republicana (GNR), suspeitos de terem fingido a recuperação do material militar, com a participação dos autores do roubo. Entre os detidos está o diretor da Policia Judiciária Militar.

O caso levou à demissão do então ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e levou à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

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