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Hacker Rui Pinto vai ser extraditado para Portugal nos próximos "dez dias"

O hacker português alegou uma "questão de vida ou de morte" para não ser extraditado da Hungria, mas a justiça recusou o recurso da defesa.

Rui Pinto vai ser mesmo extraditado para Portugal, depois de a justiça húngara ter indeferido o recurso da defesa, segundo avançou o Diário de Notícias .

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"O tribunal deu dez dias para o Rui Pinto ser enviado para Portugal", revelou David Deak, um dos advogados de Rui Pinto, ao jornal Público .

Fonte judicial contactada pela Lusa confirmou que esta decisão não é passível de recurso e que, como tal, o português vai ser extraditado no prazo de oito a 10 dias e o material informático que lhe foi apreendido também deve ser remetido para as autoridades lusas.

No passado dia 5 de março, o tribunal metropolitano de Budapeste decidiu que o pirata informático iria ser extraditado para o território nacional, mas a defesa pediu um recurso.

Em declarações agência Lusa, após a sentença inicial, o advogado do colaborador do 'Football Leaks', Francisco Teixeira da Mota, revelou que "um dos motivos porque não deve ser cumprido o MDE (Mandado de Detenção Europeu) é o facto de o mesmo ter sido emitido invocando um mandado de detenção nacional que não existia e que só veio a ser emitido um mês depois da detenção de Rui Pinto em Budapeste ao abrigo do MDE".

Na audição, o hacker português alegou uma "questão de vida ou de morte" para que a justiça húngara não permitisse a extradição, mas as declarações não foram suficientes para que a Hungria recusasse o apelo das autoridades portuguesas.

A decisão do tribunal húngaro surge no âmbito da investigação ao acesso aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports, o que levou à detenção de Rui Pinto.

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