Justiça

Ministério Público pede pena máxima para Pedro Dias

Pedro Dias confessou ter disparado sobre dois agentes da GNR, um que morreu e outro que ficou ferido, mas rejeitou responsabilidades nas mortes de dois civis.

O Ministério Público pediu pena máxima (25 anos de prisão) para Pedro Dias, principal suspeito de vários crimes em Aguiar da Beira, em outubro de 2016.

Na oitava sessão do julgamento, esta quinta-feira, Pedro Dias assumiu em tribunal que disparou sobre os dois militares da GNR, Carlos Caetano e António Ferreira, mas alegou que o fez em legítima defesa, uma vez que estaria a ser agredido pelos mesmos. Pedro Dias disse que o seu objetivo, ao disparar sobre os militares da GNR, era pôr fim à agressão, não matar.

O suspeito não assumiu, no entanto, o homicídio de Luís e Liliane Pinto. Pedro Dias garante que foi o general da GNR que sobreviveu, António Ferreira, quem matou o casal.

Segundo o jornal Público, as alegações finais a procuradora considerou que cada homicídio devia valer uma pena próxima da máxima "face aos motivos fúteis que tiveram e à extrema violência com que foram cometidos", tendo qualificado a versão apresentada pelo arguido como "fantasiosa".

Pedro Dias está acusado de três crimes de homicídio qualificado sob a forma consumada, três crimes de homicídio qualificado sob a forma tentada, ttrês crimes de sequestro, crimes de roubo de automóveis, de armas da GNR e de quantias em dinheiro, bem como de detenção, uso e porte de armas proibidas.