Neto de Moura tirou pulseira electrónica a agressor. Ex-mulher tem agora botão de pânico

Ministério Público considerou credíveis receios da mulher com medo de ser novamente agredida pelo ex-marido.

O Ministério Público voltou a abrir um processo contra o homem a quem o Tribunal da Relação do Porto retirou a pulseira eletrónica num caso de violência doméstica.

O caso, inicialmente noticiado em fevereiro, foi o último de várias polémicas a envolver o juiz Neto de Moura e voltou agora aos tribunais por iniciativa do advogado da vítima e do próprio Ministério Público que, perante os relatos de novas ameaças que chegaram aos jornais, chamou a mulher para ser ouvida.

Álvaro Moreira, o advogado da vítima, conta que os relatos de terror foram considerados tão credíveis que acabaram por levar o Ministério Público a autorizar a colocação de um botão de pânico que a mulher pode acionar quando se sentir ameaçada, tecnologia apenas aplicada, diz, quando há fortes indícios da prática de um crime que põe em risco a vítima ou que é imprescindível para a sua proteção.

Esta vigilância eletrónica, também conhecida como botão de pânico, entregue pela Justiça a centenas de vítimas de violência doméstica, permite à mulher acioná-la cada vez que se sinta ameaçada, alertando a Cruz Vermelha de que pode chamar a Polícia de Segurança Pública (PSP) de imediato.

Álvaro Moreira conta que há relatos de que o homem continua a embriagar-se e a ameaçar de morte a ex-mulher. O botão de pânico foi uma solução que "acalmou a senhora, que passou a sentir que tem ali um escudo, coisa que lhe tinha sido retirada" quando o marido ficou sem pulseira eletrónica.

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