Maioria dos funcionários em requalificação não voltará ao trabalho, diz SINTAP

A convicção é do SINTAP. O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública considera que, com idades avançadas e salários baixos, os trabalhadores não regressam ao ativo

Além dos trabalhadores em regime de requalificação, que estão a ganhar apenas 40 % do salário (cerca de 500), há também os que estão a receber apenas 35 % e que se encontram no regime de licença extraordinária (200 pessoas). No total serão perto de 700 funcionários.

Os que têm licença extraordinária é-lhes permitido ter uma ocupação no setor privado. No entanto, José Abraão, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), acredita que a maioria não vai regressar ao trabalho. "Se houvesse 200 ou 250 que regressassem, mas vai ser muito difícil...". O sindicalista lembra que a maioria destas pessoas está em regime de requalificação há muitos anos -- "alguns desde 2006 ou 2007".

José Abraão frisa que a maior parte destas pessoas já tem idades avançadas e que exerciam as funções de assistentes operacionais, auferindo salários baixos. Nesta altura, com o corte salarial, estarão a ganhar o ordenado mínimo.

No último dia que os trabalhadores têm para informar se regressam à atividade, o sindicalista considera que a situação não se alterará muito. "A ganhar o salário mínimo e se têm mais de 55 anos, é irem pagar para trabalhar. Acho pouco provável", diz.

Os trabalhadores podem seguir três opções: regressar ao trabalho, manter-se na situação de requalificação, a receber apenas 40% do salário ou, desde que estejam a cinco anos da reforma, optar por rescindir contrato e receber uma indemnização.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de