Medina candidato a Lisboa? Decisão até ao final do ano

No Fórum TSF, o socialista que sucedeu a António Costa na câmara da capital assegura que não tem qualquer "tabu" sobre o assunto. Mas diz que, agora, é tempo de se concentrar em gerir bem Lisboa.

Fernando Medina veio ao Fórum, "prestar contas" sobre o primeiro ano à frente do município lisboeta. Um ano recheado de "desafios", nos quais quer ainda concentrar-se, antes de pensar nas autárquicas de 2017.

Perante a insistência da TSF, o autarca da capital sublinhou que "ainda falta um ano" para as eleições, a questão não é "tabu" e uma decisão será tomada "a seu tempo". Ainda assim, "até ao final do ano" o assunto deverá estar esclarecido.

Transportes mais baratos e mais estacionamento

Respondendo às perguntas da TSF e dos ouvintes, Fernando Medina concretizou a defesa, já antes feita, de redução nos preços dos bilhetes e dos passes dos transportes públicos.

"Considero importante que, nomeadamente, para a população mais idosa e os jovens, os preços possam ser diminuídos". O autarca entende que a situação atual "limita muito a mobilidade das pessoas" e "não é benéfico para a sustentabilidade das empresas".

Sobre a intenção de transferir para a câmara a gestão dos transportes, o presidente da Câmara Municipal promete "novidades" até ao final de junho e diz que "no fim do ano, o processo estará concluído".

E para facilitar a entrada em Lisboa de quem chega dos concelhos vizinhos, Fernando Medina anuncia uma rede de parques de estacionamento junto a alguns interfaces dos transportes.

"Um deles será junto à estação de metro da Pontinha", mas há já outras localizações definidas, como o Lumiar ou Santa Clara. O objetivo é "dissuadir" a entrada de carros em Lisboa, fazendo com que as pessoas deixem o carro nesses parques periféricos, a preços "simbólicos" e entrem na cidade usando o metropolitano ou os autocarros da Carris.

Lisboa de bicicleta de uma ponta à outra

É esse o objetivo do projeto que está a ser estudado. Fernando Medina revela que a ideia é criar uma "rede de mobilidade ciclável, semelhante a uma rede de transportes públicos".

O presidente da câmara entende que, hoje, "a bicicleta é muito mais do que meio de lazer", por isso, essa nova rede deve abranger "a cidade toda, com informação e sinalética" que permitam aos ciclistas saber que podem ir a qualquer ponto da cidade de bicicleta e que "ciclovias utilizar".

Medina diz que, atualmente, existem em Lisboa 40 quilómetros de ciclovias e o projeto em estudo é considerado "dos mais ambiciosos, mas também dos mais importantes" do seu mandato.

"Plano B" para a Feira Popular

Falhada a alienação integral do terreno de Entrecampos, a autarquia analisa uma outra solução. Se a venda por inteiro não garantir "a defesa do património municipal, podemos fazer um plano de pormenor e, dentro desse plano, fazer uma alienação por partes daquele bloco".

Ainda assim, Fernando Medina faz questão de sublinhar que o terreno onde se situava a Feira Popular não será vendido a qualquer custo e a prioridade é garantir que o património não é desvalorizado.

Na Segunda Circular, as obras começam no verão, podem durar até 10 meses, mas vão ser feitas à noite, sendo que o presidente da Câmara promete que todas as faixas vão estar a funcionar normalmente durante o dia.

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