Metade dos adolescentes portugueses pesquisa conteúdos perigosos na Internet

A conclusão é de estudo feito junto de crianças e adolescentes entre os 9 e os 17 anos. Os resultados apontam para subidas significativas em varias áreas, incluindo questões relacionadas com suicídio e conteúdos sexuais.

Os investigadores citados pelos jornais Público e Expresso consideram os resultados preocupantes. Falam mesmo de um aumento considerável de alguns dados, sobretudo no que diz respeito à consulta de sites com conteúdos perigosos.

Por exemplo, no último ano 46 por cento dos menores inquiridos admitiram ter visto imagens de violência contra pessoas ou animais, 45 por cento visitou sites de automutilação, 43 por cento teve contacto com mensagens de ódio baseadas na raça, religião ou nacionalidade.

Metade dos jovens inquiridos diz ter falado com pessoas que não conhecia pessoalmente, 44 por cento encontrou-se com pessoas que conheceu online, mas só dois por cento relatou ter tido más experiências.

O estudo revela também que em cada 100 menores, 29 consultaram páginas sobre formas de cometer suicídio, 37 por cento dos jovens viram imagens sexuais na Internet e um em cada quatro recebeu mensagens sexuais explicitas.

Os dados mostram que os menores são críticos em relação à partilha online de fotos e vídeos sem o seu consentimento. Vinte e oito por cento dizem que os pais publicaram imagens sobre eles sem lhes perguntarem se estavam de acordo, 14 por cento pediu aos pais para retirarem esses conteúdos e seis por cento confirmou ter recebido mensagens negativas devido a conteúdos publicados pelos pais.

O estudo da rede europeia EU Kids envolveu quase duas mil crianças e adolescentes portugueses dos nove aos 17 anos.

O relatório 'EU Kids Online Portugal' de 2018 aponta também um crescimento da presença online de jovens e adolescentes e revela que a rede de apoio preferencial para falar sobre as experiências negativas 'online' são os amigos e os pais. Irmãos e irmãs são opção para 13 por cento dos casos e apenas cinco por cento indicam ter falado com professores. 22 por cento não falou com ninguém.

* com Sara Rocha e Rui Silva

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de