Militares feridos em acidente de helicóptero no incêndio de Mourão. Inquérito culpa piloto

Inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna às circunstâncias do acidente que envolveu brigada helitransportada do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro da GNR, no incêndio de Mourão, em agosto de 2018, aponta falhas à atuação do piloto que comandava o helicóptero.

O inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) ao acidente que envolveu cinco militares do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da Guarda Nacional Republicana (GNR) no incêndio de Mourão, distrito de Évora, em agosto do ano passado, aponta falhas à atuação do piloto que comandava o aparelho.

O documento conclui que o homem ao serviço da empresa Heliportugal, contratada pelo Estado, não alertou os militares para o perigo, tendo em conta a alteração do vento e do sentido do fogo.

O inquérito, ordenado pelo ministro Eduardo Cabrita, conclui que o comandante do helicóptero era o responsável máximo pelo local de embarque e desembarque dos militares, mas que nada fez para que a equipa embarcasse na aeronave em condições de segurança quando a situação no terreno se alterou. Os cinco militares acabariam por sofrer ferimentos, três deles ficaram em estado grave.

A TSF sabe que o caso vai agora seguir para o Ministério Público, para apurar eventual responsabilidade criminal.

A Inspeção-Geral aconselha ainda a GNR a reformular as equipas do Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro para que os militares mais recentes possam ser acompanhados por colegas com mais experiência em helitransporte.

O documento conclui ainda que não há motivo para instaurar um processo disciplinar aos cinco militares envolvidos no incidente.

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