Montanha & mar

A pequena localidade de Valhelhas e o badalado Mercado da Ribeira em Lisboa podem estar a uma distância considerável, mas pode haver pontos comuns. Num restaurante e numa banca de peixe procura-se qualidade com uma grande dose de afeição.

Há espaços que pela sua consistência e longevidade adquirem um estatuto de garantido, onde se possa esperar que lá continuem e por muitos anos. É o caso do restaurante Vallecula na pequena localidade de Valhelhas que usa o nome da terra usado ainda antes do período romano.

Fernanda Costa e Luís Castro abriram o Vallecula em 2000 e, desde essa altura, o sucesso mede-se pela frequência e pela enorme quantidade de clientes que continuam a frequentar o espaço vindos das mais diversas regiões do país. A história passa em grande parte por Fernanda, cozinheira, que emigrou muito nova para França onde se iniciou nas artes da culinária.

De enchidos regionais, peixinhos do rio, costelinhas de borrego, pato à província, galo com míscaros, feijocas estufadinhas com chouriço ou lombo de porco em ervas aromáticas com batatas guisadas, puré de maçã, grelos e açorda, entre outros, são uma série de pratos com origem regional, mas com a assinatura de Fernanda que, com frequência, os eleva a outro nível.

A peixeira dos chefs

São inúmeros os melhores restaurantes da capital que confiam em Rosa Cunha para lhes conseguir peixe fresco e variado. Há 36 anos com uma banca no Mercado da Ribeira, Rosa é oriunda de Pardilhó, perto de Aveiro, mas cedo acompanhou os pais para Lisboa. A mãe já tinha a banca no mercado e o pai andava nos rebocadores. Hoje trabalha com a sua filha, Eliana Sofia.

Uma vida ligada ao mar que lhe permitiu conhecer todos os cominhos que os melhores peixes percorrem em diferentes lotas do país. Assume que adora o que faz e essa postura é capaz de ser meio caminho para que o negócio da sua empresa Rosanamar corra sobre rodas.

Levanta-se quando muitos se estão a deitar e às cinco da madrugada já está a abrir a sua banca no mercado, com exceção do domingo e segunda-feira. Quer chova ou faça sol, Rosa Cunha continua aos comandos da sua banca com a mesma boa disposição que a caracteriza, sempre com um sorriso quando recebe os seus clientes que trata como se fossem família. Por ali encontram-se garoupa, peixe galo, pargo, robalo, linguado, cantaril, salmonetes, pescada, pregado, carapau, lulas, espadarte, cação, safio, raia, tamboril, peixe espada preto, chocos, polvo, pampo, entre outros. E, claro, marisco, mais à sexta e sábado.

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