Morre um navio, nasce um recife

A corveta Afonso Cerqueira vai esta terça-feira ao fundo, transformando-se num recife artificial ao largo do Cabo Girão, na Madeira.

A Marinha deixou de utilizar a corveta "Afonso Cerqueira" em 2015, depois de 43 anos de serviço. Esta terça-feira, o navio vai ser afundado, numa operação que envolve uma equipa de mergulhadores, chefiada por Pedro Martins.

O vice-presidente do Instituto das Florestas e Conservação da Natureza da Madeira, Paulo Oliveira, garante que todas as questões ambientais foram acauteladas. O navio foi "completamente descontaminado de todas as matérias que podem causar algum dano ao meio ambiente", desde óleos, cablagens e plásticos.

"Fica praticamente só a estrutura" que vai servir de abrigo para "organismos mais pequenos", como algas, até "espécies que enchem o olho", como dois meros residentes na corveta já instalada em Porto Santo. Além de criar um novo habitat para a vida marinha, o recife artificial vai proporcionar melhores condições para o mergulho a sul do Cabo Girão, na Ilha da Madeira.

O governo da região autónoma está já a negociar com a Marinha Portuguesa, a cedência de outros dois navios para a criação de recifes artificiais na região. Paulo Oliveira considera que se trata de uma forma de dignificar "a Marinha e os que a servem" e também de prolongar a vida da corveta.

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