Movimento pró-eutanásia apresenta manifesto no Porto

O movimento "Direito a morrer com dignidade" apresenta, este sábado, um manifesto a defender a eutanásia e o suicídio medicamente assistido. A iniciativa tem o apoio de 100 figuras públicas.

Entre as figuras públicas que assinam o manifesto estão o investigador Alexandre Quintanilha, o médico Júlio Machado Vaz e o cineasta António Pedro Vasconcelos.

O movimento, criado em novembro do ano passado pela antiga professora universitária Laura Ferreira dos Santos e pelo médico nefrologista João Ribeiro Santos, considera que, tal como o direito à vida, o direito à morte é um direito fundamental.

A jornalista Leonor Ferreira ouviu Laura Ferreira dos Santos, autora de vários livros sobre a Eutanásia e uma das pessoas que assina o manifesto

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Neste manifesto, o Movimento defende a despenalização e regulamentação da morte medicamente assistida em Portugal. Laura Ferreira dos Santos, autora de vários livros sobre esta matéria, considera que as pessoas em pleno uso das suas faculdades mentais, mas perante um sofrimento profundo ou uma doença incurável, devem ter liberdade de escolha ou seja liberdade para decidir morrer.

A antiga professora universitária diz à TSF que o tema da eutanásia e do suicídio medicamente assistido tem de ser enquadrado no plano da consciência individual precisamente por ser uma decisão profundamente íntima e pessoal na qual o Estado não tem direito a intervir.

Esta fundadora do movimento "Direito a morrer com dignidade" defende ainda que, sendo esta uma matéria que se coloca no plano pessoal, não pode nem deve ser decidida por Referendo uma vez que não é à maioria que cabe decidir algo tão intimo e profundo como decidir morrer.

Laura Ferreira dos Santos explica também que ser a favor da eutanásia não significa que se exclua o acesso nem se desinvista nos cuidados paliativos.

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