Mudança para o comando nacional no incêndio de Monchique "não é uma rutura"

Proteção Civil analisou a situação de um incêndio que se "está a estender no tempo e no espaço".

Patrícia Gaspar, comandante nacional operacional adjunta, fez o briefing do incêndio que está a afetar a zona de Monchique e revelou que o "grande enfoque esta noite vai ser nas linhas do perímetro onde ainda há pontos quentes que importa consolidar e na consolidação das partes do perímetro onde os trabalhos já estão a decorrer de forma mais favorável".

"Estamos a falar de uma operação com alguma complexidade que se está a estender no tempo e no espaço, temos muitos meios empenhados e o nosso sistema de gestão de operações prevê que a partir do nível 5 haja um assumir do comando pelo nível nacional, é um procedimento de rotina, não é uma rutura, é uma solução de continuidade", garantiu a voz da Proteção Civil, tendo em conta as informações de que o comando nacional tinha passado a coordenar as operações.

A comandante nacional operacional adjunta destaca ainda que não estão em causa falhas mas sim as "contingências da operação que estamos neste momento a viver". "Um incêndio que desde os primeiros minutos se desenvolveu de uma forma perfeitamente agressiva, num terreno com uma orografia muito complexa, com muitas dificuldades de acesso, no próprio desenvolvimento do incêndio que muitas das vezes impediu os meios aéreos de atuar e pensar que temos mil operacionais no terreno, tantos meios aéreos e porque é que o incêndio não se resolve tem obviamente a ver com isso, com as contingências e dificuldades da própria operação".

Assim, Patrícia Gaspar assegura que está a ser usada a "estratégia que mais se adequa a cada momento" e que "todos os serviços municipais de Proteção Civil do distrito de Faro [estão] a apoiar a operação".

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