No Minho há um jacuzzi para as videiras

As vinhas portuguesas estão em estado de alerta: a flavescência dourada ataca em força e pode causar perdas de produção e até mesmo a morte das cepas, mas sem produzir efeitos nefastos no vinho.

De norte a sul, a praga continua a propagar-se e afeta já áreas significativas de vinha. A Região dos Vinhos Verdes não é exceção.

O jornalista António Catarino dá a conhecer a solução para a doença das videiras

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O toque a rebate estimulou a criatividade; por outras palavras, a necessidade aguçou o engenho e assim nasceu um curioso dispositivo - nada menos que um jacuzzi -- para tentar combater aquela doença das videiras.

Enxertar, investigar, experimentar, recuperar são verbos que, todos os dias, são conjugados, desde há 30 anos, na estação vitivinícola da Região dos Vinhos Verdes, 75 hectares de vinha com magnífica exposição solar e que descem, suavemente, até ao rio Lima.

Ali são atendidos os produtores - cerca de meio milhar por ano - que levam plantas certificadas. A estação possui vasta coleção de castas, mas está em curso um trabalho valioso: A recuperação de castas antigas.

Nomes curiosos como caínho branco, esgana cão e cascal ou, no caso das tintas, sessão, labrusco, alvarinhão e dossal podem voltar a ter relevância.

No coração da Região dos Vinhos Verdes trabalha-se com entusiasmo para que a riqueza da biodiversidade não se perca e luta-se para impedir a propagação da flavescência dourada, com recurso a um jacuzzi.

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