Pássaros voltam a adiar estudo de impacto ambiental sobre aeroporto no Montijo

Governo vai fechar acordo para construção do aeroporto sem estudo de impacto ambiental concluído.

O Estado vai avançar com o acordo para construir o novo aeroporto no Montijo sem estar fechado o estudo de impacto ambiental. A ANA - Aeroportos de Portugal, que tem a concessão pública dos aeroportos no Continente, não conseguiu cumprir o prazo dado até ao final de 2018 e os pássaros que existem na Reserva Natural do Estuário do Tejo voltam a ser o principal entrave.

Fonte ligada ao processo adiantou à TSF que a ANA tentou cumprir o prazo, mas continuam a faltar alguns estudos, sobretudo sobre os milhares de aves que circulam na região.

Recorde-se que uma primeira versão do estudo de impacto ambiental foi rejeitada em julho pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sendo a falta de informações e medidas relacionadas com os pássaros alguns dos principais problemas, com o Ministro do Ambiente a pedir na altura rigor na avaliação do impacto do novo aeroporto sobre as aves.

Fonte oficial do Ministério do Planeamento e Infraestruturas confirma à TSF que a assinatura do acordo com a ANA vai acontecer na próxima terça-feira sem que esteja concluído o prometido estudo ambiental que ainda terá de ser aprovado (ou chumbado) para APA, nem havendo para já data para que este esteja fechado.

O governo não avança consequências de uma eventual avaliação ambiental negativa do aeroporto do Montijo, mas o ministro Pedro Marques tem dito sempre que não existe um plano B.

O modelo de financiamento do futuro aeroporto deve ser assinado com a presença do primeiro-ministro na base da Força Aérea no Montijo, numa cerimónia que assinalará o início do aumento da capacidade aeroportuária de Lisboa que incluirá a nova infraestrutura no Montijo e o reforço da capacidade no atual aeroporto Humberto Delgado.

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