Passos Coelho: Filtro ao livro de Saraiva foi mal aplicado

Depois de ter lido o livro de José António Saraiva, Passos Coelho diz que "havia um filtro que não tinha sido aplicado devidamente".

Começou por aceitar apresentar o novo livro de José António Saraiva mesmo antes de o ter lido. Quando foram divulgados alguns dos conteúdos da publicação, Pedro Passos Coelho disse que não era pessoa "de dar o dito por não dito". Mas afinal, recuou. Então, o que mudou? Leu o livro.

Passos Coelho começa por reforçar que assumiu o compromisso de apresentar o livro de José António Saraiva "guiado sobretudo pela admiração e pelo respeito" que tem pelo autor. Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita ao Taguspark, o presidente do PSD diz que, entretanto, teve oportunidade para ler o livro "Eu e os Políticos" e decidiu, por isso, pedir ao autor que o "desobrigasse" da apresentação da obra.

As explicações de Pedro Passos Coelho para não apresentar o livro de José António Saraiva.

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"Entendo que o respeito e a admiração que tenho por ele também tenho por pessoas que vêm ali retratadas e que são retratadas em termos que não são estritamente políticos", explica Passos Coelho, "tenho defendido sempre que uma coisa é a política outra coisa são as questões privadas e da intimidade das pessoas e não gostaria de ficar associado a uma discussão que pudesse misturar as duas coisas".

O presidente do PSD acrescenta: "foi justamente porque tive a oportunidade de ler o livro e de perceber que havia um filtro que não tinha sido aplicado devidamente, pelo menos na minha conceção". Por isso, Passos Coelho pediu a José António Saraiva que o dispensasse de fazer a apresentação do livro, prevista para a próxima segunda-feira, dia 26.

Sobre se foram as pressões do PSD que o levaram a recuar, Passos Coelho garante que o partido nunca o pressionou. "Sempre disse que era uma questão de natureza particular, que decidi particularmente".

Também a Gradiva, editora do livro, cancelou a apresentação da obra. À TSF, o diretor adjunto Rodolfo Borgonha explica que foi uma decisão conjunta com o autor e fala sobre a polémica em torno do livro.

"Eu e os Políticos" revela o conteúdo de conversas privadas do antigo diretor dos semanários Expresso e Sol com 42 personalidades públicas.

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