Placard: Menores jogam com conhecimento dos pais

São jovens de 16 e 17 anos que jogam no Placard. Garantem que nas casas de apostas ninguém lhes pede a identificação, apenas o NIF. Apresentam o dos pais, muitas vezes com o seu consentimento.

Dos quatro jovens com quem a TSF falou, todos garantem apostar apenas esporadicamente. "O máximo que apostei foi 5 euros e já ganhei 90 euros", afirma um dos rapazes. Segundo eles, os pais têm conhecimento do que fazem e alertam-nos para os perigos do vício no jogo.

Com 16 e 17 anos não estão longe da maioridade mas afirmam que há gente com 13, 14 e 15 anos a apostar constantemente no Placard junto de estabelecimentos situados perto das escolas. "Há imensa gente", assegura um jovem, "e ninguém lhes pede identificação". Estes estudantes asseguram que nunca deixaram de comer na escola para jogar. Onde gastam o dinheiro que ganham? "Habitualmente em roupa", garantem.

A repórter Maria Augusta Casaca foi conhecer jogadores menores de idade

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A TSF tentou, nos últimos dois dias, obter respostas da Santa Casa e das autoridades policias. GNR e PSP foram questionadas acerca de ações e respetivos resultados no âmbito do programa Escola Segura, de eventuais ações de prevenção junto a terminais de apostas mais próximos de escolas. Junto do Departamento de Jogos da Santa Casa a TSF tentou saber se há casos de mediadores que tenham perdido a concessão por irregularidades relacionadas com apostas de menores. Nos dois casos não houve qualquer resposta.

No dia em que a notícia foi conhecida, a 21 de janeiro, com referências a casos em Alpiarça, Vasco Mello, responsável por um das casas de apostas de maior dimensão no país, referiu à TSF que esse casos só podem ser esporádicos porque os sistemas de segurança são muito eficazes.

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