Placard: Santa Casa promete atuar

O administrador do Departamento de Jogos garante que "iniciará processo de extinção" do agente que aceitou apostas de menores em Alpiarça. Aguarda apenas auto da GNR.

Pais Afonso diz à TSF que a Santa Casa da Misericórdia não recebeu, "até agora", qualquer notificação da polícia, nem em relação a este caso, nem a nenhum outro.

O vice-provedor sublinha que, antes de o Placard ser lançado, houve uma "preparação" que incluiu reuniões "com todas as autoridades, incluindo as policiais".

Santa Casa ainda não recebeu auto da polícia

00:0000:00

Sobre o caso de Alpiarça, hoje denunciado pelo Jornal de Notícias, Pais Afonso garante que haverá castigo: "mal o auto da GNR seja enviado ao Departamento de Jogos, será iniciado um processo de extinção do mediador em causa", nos termos da lei, garantindo-lhe todos os direitos de defesa.

O responsável pelo Departamento de Jogos assegura: "não hesitaremos na punição daquelas entidades que violem a lei. Não há a menor das dúvidas" quanto a isso.

Pais Afonso promete "iniciar processo de extinção" do agente

00:0000:00

Pais Afonso é claro: a venda de jogos como o Placard "é proibida a menores de 18 anos. E, desse facto, é dado, não apenas conhecimento, mas também formação" aos agentes.

O dirigente diz que a Santa Casa faz uma "fiscalização preventiva" para "verificar se os mediadores estão a cumprir as suas obrigações. E se não estiverem, são sancionados". Essa sanção pode mesmo chegar à extinção.

É proibido vender jogo a menores, lembra Pais Afonso

00:0000:00

Uma "loucura" sem controlo para muitos menores

O mais recente jogo lançado pela Santa Casa da Misericórdia está a atrair jovens menores de idade, que conseguem fazer apostas às claras em quiosques e tabacarias. O Jornal de Noticias dá conta de um novo vício, que atrai alunos em busca de dinheiro fácil.

A jornalista Sónia Santos Silva explica o que está em causa com este jogo de apostas desportivas

00:0000:00

De mochila às costas, carapuço na cabeça, dois jovens menores entram numa tabacaria. Um deles faz uma aposta no "Placard". O filme em imagens está nas páginas do Jornal de Notícias (JN) e é o espelho de uma realidade que começou há quatro meses, quando foi criado o Placard, o jogo de apostas desportivas que está a dar a volta à cabeça de muitos estudantes, com menos de 18 anos.

O JN conta que muitos abdicam mesmo do dinheiro do almoço para jogar e em dias de jogos grandes fazem fila para registar a aposta.

Porém, a situação é ilegal. Para contornar a lei, os menores utilizam o número de contribuinte dos pais ou de um colega maior de idade. No Placard, basta fazer o registo uma única vez. O talão que sai do terminal com o número utilizado é depois válido para as operações seguintes.

Também há jovens que arriscam dar a sua própria identificação fiscal, porque as máquinas não detetam se corresponde a um menor de idade.

Segundo o JN, esta corrida ao jogo é prática generalizada em todo o país e até agora passava ao lado das autoridades. No entanto, na semana passada, em Alpiarça, dois menores foram identificados pela GNR. Tinham em sua posse uma aposta de dois euros, que podia render quase 29 euros.

O caso foi denunciado por pais e professores da escola que fica perto da papelaria onde foi registado este boletim. A Comissão de Proteção de Menores também sinalizou o caso. Ao proprietário do estabelecimento foi levantada uma contraordenação, que pode ir até aos 25 mil euros. Em última instância pode perder a licença de exploração de atividade.

A notícia denunciada pelo JN é uma surpresa desagradável para a CONFAP. A confederação das associações de pais desafia agora as autoridades a atuarem. À TSF, o presidente Jorge Ascensão garante que nunca recebeu alertas ou denúncias relacionadas com o jogo Placard, mas perante os casos relatados não se pode baixar os braços.

Jorge Ascensão espera que as autoridades fiscalizem

00:0000:00

Jorge Ascensão, da CONFAP, acrescenta que vai agora insistir numa velha reivindicação dos pais, de afastar o mais possível quiosques e tabacarias das escolas. Para a CONFAP devia ser instituída uma distância mínima de um quilómetro, já que estes estabelecimentos vendem produtos "tentadores" que não se enquadram na lista de bens essenciais para as crianças.

O presidente da CONFAP diz que tem de haver limites

00:0000:00

Agentes dizem que "não se pode generalizar"

O presidente da associação que representa os mediadores de apostas diz que não se pode generalizar, depois de conhecido um caso de menores que jogaram no mais recente jogo da Santa Casa da Misericórdia.

Vasco Melo sublinha que, antes do Placard ser lançado, a Santa casa da Misericórdia deu uma acção de formação para os mediadores de apostas, em que deixou claro as regras que deveriam seguir.

O presidente da Associação Nacional das Empresas Mediadoras do Estado e Afins, é também vice presidente da Confederação do Comércio e simultâneamente dono da casa Campeão, uma casa de apostas espalhada por todo o País.

Ele garante que estes casos não se podem generalizar: "tenho 16 lojas no país e não vejo essa quantidade de jovens a fazerem apostas", garante. "O regulamento dos mediadores do Estado prevê pesadas sanções em caso de incumprimento, inclusive a perda da licença."

O empresário salienta que o Placard é o jogo que menos lucro dá aos mediadores de apostas, por isso, não acredita que alguém arrisque perder a licença vendendo jogo a menores.

Vasco Melo salienta que, desde que surgiu, há 4 meses, o jogo é, de longe, o mais controlado.

"É preciso apresentar o cartão de contribuinte e, em caso de dúvida, pedir o mediador deve pedir o cartão de cidadão para conferir a idade do apostador".

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de