Portugal vai participar desde o início na Cooperação Estruturada Permanente

O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que "não se trata da formação de forças armadas europeias ou de um exército europeu" mas de tornar os Estados "mais seguros".

O Governo português vai comunicar ao Conselho que pretende aderir "desde o início" à Cooperação Estruturada Permanente (CEP), confirmou, no Parlamento o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Augusto Santos Silva justifica a adesão a este reforço da colaboração no domínio militar entre países da União Europeia, sublinhando que não está em causa a criação de um exército europeu.

"Faz todo o sentido que Portugal se associe, desde já. Nem se compreenderia que Portugal fosse dos poucos países que ficariam de fora", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros.

O Governo garante que esta decisão "não afeta nem a soberania, nem a complementaridade com a Nato".

Na reunião com os deputados da Comissão parlamentar de Defesa, Azeredo Lopes respondeu às críticas de deputados que receiam que esteja em vista a criação de forças armadas europeias.

"Cuidado que não está aqui nenhum embrião de exercito europeu. O que estamos agora obrigados fazer é trabalhar em conjunto para não duplicar capacidades (...) e sermos mais eficientes no dispêndio nestas matérias", garantiu Azeredo Lopes.

Santos Silva sublinhou que a decisão de aderir à CEP "em nada é incompatível com os avanços nos outros domínios da construção europeia" e que esta participação "permitira a Portugal defender o seu interesse nacional".

O PSD exigiu "saber tudo o que o Governo sabe" sobre esta matéria avisando que "não passa cheques em branco".

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