Quem quer "viver num prédio com malas de rodinhas a entrar e a sair"?

Há cada vez mais conflitos nos prédios onde um dos apartamentos vizinho é um hostel ou outro tipo de alojamento local.

A Associação Nacional de Proprietários aplaude a iniciativa do governo de mudar a lei do alojamento local que foi aprovada há apenas dois anos e fala numa "explosão desordenada" que tem levantado cada vez mais queixas e conflitos

O presidente desta associação, António Frias Marques, explica à TSF que o maior problema nem está nas casas ou quartos colocados para alugar no conhecido site Airbnb, mas sobretudo nos hostels que pela lei podem funcionar num edifício habitacional.

"Uma coisa é estarmos sossegados de noite a dormir e outra é estarmos num sítio onde não para de entrar e sair gente com malas de rodinhas a subir e a descer, o que é incompatível com descansar depois de um dia de trabalho", explica.

António Frias Marques defende por isso que é preciso legislar, criar regras e separar alojamento local das casas de habitação dos portugueses.

Ouça a entrevista completa ao presidente da Associação Nacional de Proprietários

00:0000:00

António Frias Marques recorda o caso de um prédio com um hostel no meio dos vários andares o que leva, naturalmente, os restantes habitantes a nunca mais terem descanso.

Sobre o Airbnb, a Associação de Proprietários recorda que os portugueses são "campeões" em oferecer casas nesta plataforma eletrónica, mas são raros os que pagam impostos.

Em relação à iniciativa do governo de criar um seguro de responsabilidade civil para o alojamento local, António Frias Marques diz que é uma boa ideia, mas sublinha que qualquer proprietário que receba pessoas que pagam para dormir na sua casa deve ter um seguro para evitar ser confrontado com as consequências de acidentes que afetem os hóspedes, algo que tem acontecido nos últimos anos.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de