Reino Unido quer importar cacifos solidários criados em Portugal

Enquanto o projeto da Associação Conversa Amiga voa para terras de sua majestade, em Lisboa tem havido algumas resistências.

A Associação que há três anos lançou a ideia dos cacifos para pessoas em situação de sem-abrigo tinha o plano de instalar na capital portuguesa 60 cacifos até ao final de 2016, mas nalgumas zonas da cidade houve comerciantes que se opuseram e até agora existem apenas 24 desses cacifos na cidade.

"Eu acredito que existem muitos mitos sobre as pessoas que estão em situação de sem-abrigo e sobre este projeto e as pessoas que realmente não o conhecem bem, acabam por criar algumas ideias que não são corretas", afirma Joana Teixeira, psicóloga e coordenadora do projeto que conta que há um ano, no Rossio, a oposição de um comerciante inviabilizou a instalação dos cacifos naquele local.

Um trabalho de Rita Costa com sonorização de José Manuel Cabo

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Nesta altura, a Associação Conversa Amiga (ACA) aguarda a resposta de várias juntas de freguesia, mas Joana Teixeira acredita que este ano vai ser possível instalar os 36 cacifos que permanecem em armazém.

Enquanto isso, aumenta o interesse estrangeiro no projeto e do Reino Unido chegou um contacto. Uma associação britânica está interessada em importar 12 cacifos. "É uma associação que vê a necessidade de cacifos e gostava até que os cacifos fossem produzidos cá e enviados para lá", revela Joana Teixeira.

Construídos pela Cabena, os cacifos solidários são uma ideia original do presidente da Associação Conversa Amiga e tanto a ideia como o design estão patenteados.

Nos planos da ACA para este ano, está ainda a instalação de 12 cacifos solidários no Funchal.

Joana Teixeira explica que o projeto Cacifos Solidários permite às pessoas em situação de sem- abrigo guardarem os seus pertences de forma segura, ao mesmo tempo que lhes restitui um nível de responsabilização, empoderamento e permite acompanhamento psicossocial.

"Este projeto não é só dar uma chave (...) é abrir uma porta e é mais do que isso é dar o poder da pessoa abrir ou não a porta", afirma.

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