Restrições no abastecimento de água em Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia

Os três municípios alertaram as populações para eventuais restrições no abastecimento de água, após a captação da Senhora do Desterro ter sido afetada por enxurradas.

A empresa Águas do Vale do Tejo, que abastece os concelhos de Oliveira do Hospital, Seia e Gouveia a partir daquela captação, também previu a possibilidade de se verificarem constrangimentos no abastecimento, esta segunda-feira, devido às enxurradas.

As enxurradas "afetaram a qualidade da água na captação do açude da Senhora do Desterro, verificando-se um aumento do parâmetro turvação na água bruta", informa a Câmara de Oliveira do Hospital.

Em comunicado, esclarece que "a produção da estação de tratamento de água da Senhora do Desterro está condicionada, existindo o risco de ocorrerem constrangimentos no abastecimento de água em algumas localidades" deste município do distrito de Coimbra.

A autarquia "está a recorrer a outras captações próprias, de modo a minimizar os efeitos que se possam fazer sentir", e pede à população para poupar água e evitar desperdícios.

Por sua vez, a Câmara de Seia, no distrito da Guarda, anuncia que a Águas do Vale do Tejo "acionou o seu plano de contingência, desenvolvido após a ocorrência dos incêndios, estando o fornecimento de água a partir desta origem sujeito a algumas restrições".

A autarquia e a empresa "estão a envidar todos os esforços para que os efeitos que se possam fazer sentir sejam os menores possíveis, pelo que se apela à compreensão e colaboração de todos".

No mesmo distrito, a Câmara de Gouveia apela igualmente "à compreensão e colaboração de todos para esta situação", que diz ser "totalmente alheia ao funcionamento" dos serviços municipais.

"Solicitamos a contenção dos nossos munícipes na utilização de água, uma vez que está previsto o agravamento destas condições meteorológicas, que estão a comprometer a qualidade de água e, consequentemente, a originar estas dificuldades de abastecimento", adianta a autarquia.

Em declarações à TSF, o presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Luís Tadeu Marques, lembrou que estes problemas têm acontecido sempre que chove muito desde os incêndios de outubro do ano passado.

"Como as encostas ficaram sem matéria vegetal para segurar as pedras, as terras e todos esses detritos, as encostas estão despidas e a água [das chuvas] vai ter à barragem da Senhora do Desterro e transporta todas as essas matérias", explicou o autarca.

"A água fica com muita turvação e a empresa fica sem condições para fornecer a água, não tem qualidade", constatou Luís Tadeu Marques. "A partir daí, não há outro meio de fornecimento de água que não seja o transporte da mesma através de cisterna dos bombeiros".

Depois de uma grande trovoada, no último sábado, o abastecimento de água teve de ser interrompido.

Nesta altura, a situação está mais estável, mas a freguesia de Moimenta da Serra, no concelho de Gouveia, continua sem abastecimento de água.

O presidente da câmara de Gouveia defende que a Águas do Vale do Tejo tem de encontrar uma solução permanente para o problema, uma vez que a época das chuvas está prestes a chegar.

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