Rua dos bares em Albufeira: "É a pior porcaria que vem para aqui"

Os comerciantes queixam-se dos turistas que ali chegam em grupos apenas para beber e para festas temáticas. "Nem veem a praia", garantem.

De um lado e do outro da estrada, bares e mais bares. Aqui e acolá um restaurante e uma loja de artesanato. E mais bares outra vez.

"É a pior porcaria que vem para aqui. O turismo que vem é aquele que não vale nada", lamenta Rosa Cunha. Trabalha há 16 anos numa loja de artesanato na conhecida rua dos bares na Oura, em Albufeira.

Ao longo do tempo tem visto alterar-se o tipo de turismo que para ali vai. Há grupos que vêm de propósito fazer despedidas de solteiros ou festas temáticas e outros que compram fins de semana com um único propósito."Vêm durante 3 dias só para beber, nem veem a praia", observa Joaquim, outro comerciante que assiste a tudo o que se passa naquela rua. Pessoas que se despem e andam nuas na via pública, outras que bebem até cair. Ingleses sobretudo.

Nádia, que trabalha noutra loja, garante que "as pessoas vivem com medo, sobretudo os comerciantes". Há quem critique os operadores turísticos por não escolherem quem trazem para Albufeira. Pessoas que por vezes passam todos os limites". Eles gozam com a nossa cara. Trazem notas falsas, depois pedem comida e quando chega, rejeitam-na", exemplifica Nádia.

A culpa, garante Rosa Cunha, é das muitas licenças que são atribuídas para abrir bares."Ali naquele quintal de uma vivenda abriu um bar, é só bares e nós é que sofremos as consequências".

Os comerciantes queixam-se da música muito alta, das esplanadas até à estrada que não deixam passar os peões, além dos comportamentos excessivos dos turistas.

Alberto, dono de um bar salienta que a degradação do turismo se deve à falta de requalificação dos apartamentos, o que acaba por levar a um turismo de menor qualidade. Diz que ali vê de tudo. Quem só pretenda divertir-se, e quem não saiba beber e tenha comportamentos agressivos e menos próprios. Aponta o dedo à falta de policiamento. "Quando houve desacatos no outros dia eram 10 ou 20 elementos. Não chegavam para 600 pessoas". A polícia só chegou em força no dia seguinte.

O comerciante Joaquim é de opinião contrária, considera que até não falta polícia. A força de intervenção é que devia chegar mais cedo, antes do Verão começar.

Rosa, por seu lado, lamenta que por ali já se vejam poucas famílias. "As pessoas que vêm com crianças reclamam" e deixam de aparecer. "Isto cada vez está pior", sentencia.

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