Sangue: homossexuais ainda têm de responder a questionário discriminatório

Continua por aplicar no terreno a norma que acaba com a discriminação dos homossexuais na dádiva de sangue. A norma de orientação clínica da DGS foi publicada há três meses.

Apesar da norma da Direção Geral de Saúde, os questionários que são feitos aos dadores ainda não foram atualizados desde setembro e continuam a ter uma pergunta sobre a orientação sexual.

O presidente da associação ILGA, Nuno Pinto, defende que é preciso agilizar o processo e dar formação aos profissionais que fazem a recolha do sangue em todo o pais.

A jornalista Sofia Morais conversou com o presidente da ILGA

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Nuno Pinto sublinha que a associação ILGA colaborou com a DGS na alteração da norma de orientação clínica para a dádiva de sangue. O presidente da associação espera agora que o Instituto Português do Sangue agilize a alteração dos questionários o mais depressa possível.

O presidente da associação que defende os direitos dos homossexuais, bissexuais e transgéneros lembra que o novo presidente do Instituto Português do Sangue iniciou funções no início do mês e reconhece que teve ainda pouco tempo, mas pede urgência não só na alteração dos questionários mas também na formação dos profissionais de saúde.

A associação ILGA promete estar atenta à aplicação da nova norma de orientação clínica e oferece ajuda para a alteração dos questionários.

Questionado pela TSF, o diretor-geral de saúde Francisco George diz que não sabia que os questionários ainda não tinham sido atualizados. O responsável adianta que vai tentar perceber junto do Instituto do Sangue porque é que continua a ser perguntado aos dadores qual a orientação sexual.

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