Abrir a ADSE a todos seria "o fim do Serviço Nacional de Saúde"

O representante da FESAP no conselho de supervisão da ADSE reage, em entrevista à TSF, à proposta do CDS de alargar o susbsistema de saúde dos funcionários públicos a todos os portugueses.

Abrir a ADSE a todos, como propõe o CDS, seria "o fim do Serviço Nacional de Saúde", defende o representante da FESAP (Federação de Sindicatos da Administração Pública) no conselho de supervisão da ADSE, em entrevista à TSF.

José Abraão acredita que a proposta do CDS, que pretende incluir no seu programa eleitoral o alargamento da ADSE a todos os portugueses e não apenas aos funcionários públicos , é uma "tentativa de reforço dos privados na saúde".

O representante da FESAP vai mais longe e acrescenta que esta medida seria o fim do SNS: "A tentativa de procurar criar um seguro de saúde, diria até nacional, acabaria com o SNS, o que seria uma asneira completa. Seria provavelmente o fim do Serviço Nacional de Saúde."

A proposta do CDS vem questionar porque é que os trabalhadores do setor privado não têm os mesmos direitos que os funcionários públicos. José Abraão responde também com uma pergunta:

"Por que motivo milhares e milhares de portugueses - se calhar o Doutor Adolfo Mesquita Nunes também - têm seguros privados de saúde? Podem-no ter. Têm esse direito. E aqui a questão que se coloca é: Porque é que os funcionários públicos não hão de ter um subsistema de saúde como o que têm quando hoje são efetivamente estes que o pagam?"

José Abraão considera que "mais uma vez, há uma certa direita a procurar colocar trabalhadores contra trabalhadores, funcionários públicos contra outros".

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